Câmara aprova ‘no limite’ 12 cargos efetivos

PLC de cargo em comissão foi retirado da pauta, frustrando manifestantes, e outro PL C foi deliberado, com 17 cargos efetivos

A Câmara de Vereadores da Estância Turística de Olímpia aprovou na sessão ordinária do dia 22 de junho, a última antes do recesso de julho, o Projeto de Lei Complementar 197, criando nove cargos com 12 vagas para a Superintendência de Água, Esgoto e Meio Ambiente, Daemo Ambiental, “no limite”, já que três vereadores votaram contra. O PLC 196, que criava um cargo de Assessor Especial, com duas vagas, foi retirado da pauta, frustrando manifestantes presentes. Ao mesmo tempo, foi deliberado o PLC 198, criando 17 cargos novos, com 28 vagas, para a prefeitura e Saúde.

Assim que o projeto for aprovado em segundo turno, e depois promulgado pelo prefeito Geninho (DEM), a Daemo Ambiental poderá acrescentar ao seu quadro de funcionários efetivos outras 12 novas funções. Os novos funcionários vão custar aos cofres da Superintendência R$ 31.821,56 por mês, ou R$ 381.858,72 no final de um ano.

O PLC 197 cria três cargos de Fiscal Ambiental, com vencimentos de R$ 2.504,40; um de Biólogo, com o mesmo vencimento; dois de Técnico Ambiental, salário de R$ 2.152,22; dois de Pedreiro, vencimentos de R$ 1.040,89; um de Químico, vencimento de R$ 2.504,40; um de Serralheiro, salário de 2.347,88 e outros três de Administrador Público, Engenheiro Agrônomo e Procurador Jurídico, todos com salários de R$ 3.521,82.

Somente o Procurador Jurídico terá carga horária de 30 horas semanais. Os demais, 40 horas. E somente para Pedreiro é exigido Ensino Fundamental, mas com curso de Pedreiro da Construção Civil, e Ensino Médio para Serralheiro. Os demais cargos exigem nível superior, formação nas respectivas áreas.

ASSESSOR ESPECIAL
Já o projeto de Lei Complementar 196, dispondo sobre a criação de cargo de provimento em comissão para a prefeitura, com duas vagas para Assessor Especial, com vencimentos de R$ 2.486,13, exigência de Ensino Médio completo ou cursando, foi retirado da pauta de votação, sem maiores explicações do líder do prefeito, vereador Leonardo Simões (SD). Não consta ter sido em função da presença de alguns manifestantes portando cartazes de protesto contra a aprovação do PLC. Mas Simões também não disse que não era em função disso, o que deixou a impressão, entre os manifestantes, de que a “pressão” teria surtido efeito.

O grupo não chegava a 10 pessoas, e tinha à frente o professor Marco Zalém Gomes, que se diz líder do Movimento Social de Olímpia-MSO, Eduardo Luís, que no início desta gestão foi assessor comissionado do vereador Marco Santos (PSC) e “Neguinho Esmael”, que protagonizou ano passado um “striper” na Casa de Leis, quando da aprovação dos novos valores do IPTU.

 

 

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