Auditoria independente aponta déficit de R$ 3,57 milhões na Santa Casa, em 2018

Resultado do levantamento feito por uma empresa da capital diverge daquele apresentado pela ex-provedora Luzia Contim, que apontava superávit pouco acima de R$ 258 mil

Não acreditando que a então provedora da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia estivesse mesmo correta ao apresentar o balanço de 2018 do hospital apontando superávit de R$ 258.163, o prefeito Fernando Cunha (Sem partido) contratou a empresa de auditoria Azevedo Auditoria e Soluções Empresariais, da capital paulista, a fim de que fossem conferidos e, no caso, revisados os números apresentados. Com isso, chegou-se a um patrimônio líquido negativo de R$ 3.570,023.

No relatório e gráficos apresentados pela empresa não há qualquer referência sobre dívida permanente do hospital, que já chegou a se falar em R$ 9,8 a até R$ 12 milhões até pouco tempo atrás. Apenas e tão somente a empresa trabalha com os números referentes a 2017 na comparação com 2018, e em alguns quesitos, revela nada ter a ressalvar. Os valores de dívida citados acima foram apurados em contas simples quando a nova provedora assumiu os destinos do hospital, em meados de 2017. Era dívida histórica, que só fazia crescer.

No começo deste ano, após um forte desentendimento entre o prefeito Fernando Cunha (Sem partido) e a provedora Luzia Cristina Contim, ela tornou público um balanço onde dava conta de um superávit, ao final de 2018, da ordem de R$ 258.163, que dizia também ter sido apurado por uma “auditoria independente”.

Assim que ela deixou a provedoria, Cunha contratou a empresa paulista que refez toda a contabilidade executada pela então provedora, e apontou outros números, então negativos, “derrubando” o superávit de R$ 258.163, e apontando que, na verdade, o hospital havia registrado patrimônio líquido negativo de R$ 3.570,023. Assim, considerando os números aventados em meados de 2017, pode-se dizer que a dívida da Santa Casa teria sido drasticamente reduzida?

O próprio relatório da Azevedo não aponta ter havido má-fé da então provedora ou da empresa por ela contratada, mas apenas o uso de critérios contábeis diferentes dos usados por ela, que seria o formato universal para balanços deste tipo. Além disso, a auditoria independente não mostrou, além do resultado final, outros números que fossem conflitantes com os que foram mostrados no balanço já divulgado pela ex-provedora, no próprio site da Santa Casa.

O resultado da auditoria foi publicado na edição de quarta-feira, 24, do Diário Oficial Eletrônico. O Governo Municipal, até o fechamento desta edição não havia feito nenhum pronunciamento oficial sobre o assunto.

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