Área Azul aumenta 50% e pode faturar R$735 mil


Reajuste da tarifa para estacionar no centro pegou a todos de surpresa; aumento para duas horas foi de 25%

 

O aumento em 50% na tarifa da Área Azul praticado pela Prodem desde segunda-feira, 12, pegou a todos de surpresa, já que não houve aviso prévio desta mudança no valor. A notícia foi dada ao cidadão no sábado, 10, em publicação na Imprensa Oficial do Município-IOM (Decreto 5.935, de 7 de janeiro), e já entrou em vigor na segunda-feira, 12. Com isso, a Área Azul pode render até R$ 735 mil no ano, ou mais de R$ 61 mil por mês. A Receita anual foi de R$ 490 mil em 2014.

Uma hora na área Azul custa agora R$ 1,50 e duas horas, R$ 2,50. Aumentos de, respectivamente, 50% e 25%. Conforme publicação na mesma IOM de sábado, no Orçamento da Prodem consta que a Área Azul teve um faturamento de R$ 490 mil no ano passado, e uma despesa de R$ 400 mil, dos quais R$ 135 mil com pessoal, R$ 85 mil com encargos e R$ 180 mil em gastos classificados como “outros”.

“Nós temos, hoje, 18 fiscais de Área Azul” conta Amaury Hernandes, diretor-presidente da Prodem, empresa que administra este serviço. Segundo ele há 94 pontos de venda das cartelas no centro da cidade. Por isso Hernandes diz que não há necessidade de se comprar cartela dos fiscais. “É que as pessoas estão costumadas a querer comprar dos fiscais”, observa.

O fiscal é um agente que fiscaliza, e vende também, mais ele está ali para fiscalizar” diz. O diretor defende os fiscais de críticas constantes, principalmente as de que são difíceis de serem encontrados para vender a cartela.

“Não é possível que esses fiscais, dentro desse quadrilátero, estejam presentes em todos os locais, às vezes ele está a 50, 60 metros de distância e aí a pessoa olha e não os vê. Às vezes ele está atendendo alguém, e acaba achando que não tem ninguém. Mas tem, são 18 fiscais”, enfatiza.

Ele admite como única área problemática o estacionamento do lado esquerdo das praças Da Matriz e Rui Barbosa. “Porque do lado de cá (esquerdo do ponto de vista da Igreja) praticamente não tem estabelecimento e do lado de lá (direita, do mesmo ponto de vista) tem agência bancária, estabelecimentos que fecham nos finais de semana. Então tem uma dificuldade um pouquinho maior para quem está procurando os talões. No restante, não, todos os estabelecimentos têm uma placa ‘vende-se Área Azul’,  se o cidadão der uma olhadinha, ele vê que lá (no estabelecimento) se comercializa, nos cafés, nos bares, nas lojas. Praticamente quase todo o comércio central”, relatou.

Hernandes descarta aumentar o número de fiscais. “É meio complicado aumentar, porque nós já trabalhamos com margem muito estreita entre Receita e Despesa, porque a Área Azul não é rentável, ela simplesmente foi criada para democratizar a ocupação da via pública e gerou empregos. Mas ela não gera Receita”, explica.

Sobre o faturamento do sistema, o diretor disse vender, hoje, em torno de R$ 38 mil a R$ 40 mil “no máximo, por mês”. De acordo com o Orçamento deste ano da empresa, a previsão de arrecadação está em R$ 490 mil, o que dá uma média de R$ 40,8 mil por mês. Agora, com o reajuste em 50% na tarifa de uma hora, este valor pode chegar a R$ 735 mil, ou R$ 61,25 mil por mês.

A Área Azul não precisa dar lucro, mas também não pode dar prejuízo, na avaliação de Hernandes. “Não pode dar prejuízo, por que aí você tem que tirar dinheiro de outra área pra cobrir essa. Havendo sempre um equilíbrio financeiro, o dinheiro que sobra é suficiente, porque temos que mandar imprimir talhões, fazer uma série de coisas”, conclui.

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