AFPMO realizou eleições e tem nova diretoria após 14 anos

Entidade fez eleição no dia 21; Antonio Delomodarme, eleito em 2003 e sub-judice desde a suspensão da ultima eleição, agora é vice-presidente de Antonio César ‘Jaburu’ da Silva

Vereador Niquinha

Após 14 anos de uma diretoria sub-júdice, a Associação dos Funcionários Públicos Municipais de Olímpia-AFPMO realizou eleições para escolha da nova diretoria, na sexta-feira da semana passada, 21 de setembro. Só uma chapa estava inscrita para ser votada, e ela tem o então presidente, Antonio Delomodarme, o Niquinha, como vice de Antonio César “Jaburu” da Silva. Uma segunda chapa inscrita foi impugnada, uma vez que, segundo informações, continham nela quatro integrantes que não eram funcionários associados.

As chapas inscritas foram a Resgate e a Dignidade e Respeito, sagrando-se vencedora a segunda. A primeira chapa foi impugnada pelo motivo de terem colocado integrantes que não fazem parte do quadro de associados da AFPMO, de acordo com o comunicado da Associação. Os quatro integrantes, segundo ainda a entidade, nem sócios da AFPMO são. Foram votar 64 pessoas conforme as assinaturas na lista de presença.

Passaram-se pouco mais de 14 anos de suspensão, à espera de uma decisão da Justiça, desde a última eleição. A entidade vinha sendo dirigida interinamente, ao longo desse tempo, por Antonio Delomodarme, o vereador Niquinha. Em meados de julho foi formada uma “comissão eleitoral” para organizar o pleito num prazo de 30 dias, atendendo decisão judicial.

O então presidente interino havia se sagrado vencedor na última eleição da entidade, no final de 2003, mas o resultado foi contestado na Justiça por seu oponente, Cláudio Henrique Sablewski, provocando a suspensão dos efeitos do pleito, porém, sem que houvesse a determinação para Niquinha deixar o cargo, criando a situação anômala de um presidente interino por quase 15 anos. Ocorre que a contestação foi feita atacando a chapa eleita quando se devia ter pleiteado a suspensão da eleição.

A “comissão eleitoral”, criada na manhã de 17 de julho, no plenário da Câmara Municipal da Estância Turística de Olímpia, possui cinco componentes, escolhidos entre funcionários públicos municipais filiados à entidade. Este grupo foi o responsável por analisar, julgar e dar aval às chapas colocadas para a disputa, quando impugnaram a Resgate.

Segundo consta, a membro Denise Benevides de Souza teria sido única a não votar pela impugnação da chapa. Os outros membros são: Amantino Silveira de Arruda Júnior, José Adolfo Esperandio, José Roberto Fígaro e Emerson Rangel Polizeli Costa.

COMO FOI
O recurso impetrado pelo presidente “interino” Niquinha, conforme a Justiça, contra a decisão em primeira instância, julgada no dia 9 de fevereiro de 2007, mas analisando fatos ocorridos no ano de 2003, antes da eleição na entidade, foi julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo no dia 14 de agosto de 2009, negando, em votação unânime, o pedido feito pelos advogados de Delomodarme, que de lá para cá passou a comandar a AFPMO por meio de medidas judiciais.

As eleições na AFPMO eram realizadas de três em três anos. Ou seja, caso não tivesse havido esse impedimento judicial, já teriam sido eleitos para a entidade, pelo menos quatro presidentes, indo para o quinto mandatário este ano, com a realização destas novas eleições. Também por decisão da Justiça, Delomodarme não pode participar do pleito como candidato a presidente. Mas agora ele é o vice-presidente.

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