Advogado disse que reunião foi satisfatória

Ele coordenará formação de associação para tratar com o poder público; vice-prefeito acha que agora invasões acabaram

 

O advogado Renato Númer de Santana, de São José do Rio Preto, que representou os acampados em substituição à colega Isadora Fornari Chueire, que esteve na prefeitura quando da reunião adiada, mostrou-se satisfeito com o resultado da reunião, que imaginava ser outro. Disse que ficou “satisfeito com a conclusão das conversas”.

 

“Queríamos resolver o problema dessa desocupação. Foram tratados vários tópicos, solucionada questão dos que não têm para onde ir, então foi muito válida esta reunião. Restabelecemos a dignidade destas pessoas”, argumentou. A prefeitura vai subsidiar, por meio da Assistência Social, o aluguel de cerca de sete imóveis para as famílias de acampados que de fato não têm para onde ir. Serão alugueis temporários.

 

Númer de Santana garantiu que os acampados que têm para onde ir sairão de forma pacífica da área, o que deveria acontecer até este final de semana – o prazo dado pela Justiça vence na segunda-feira. “Constituiremos uma associação com CNPJ, para obtermos vantagens habitacionais junto à Caixa”, disse o advogado. Para ele, o encontro teve “resultado satisfatório, foi positivo”.

 

Para o vice-prefeito e Secretário Municipal de Assistência Social, Gustavo Pimenta, “a solução foi a melhor encontrada. O movimento decidiu que muitos têm onde morar, e àqueles que não têm, pagaremos aluguel por três ou quatro meses, até se prepararem para gerar renda”, explicou.

 

Na reunião, um dois líderes do movimento, conhecido como “Lambari”, apresentou uma relação com 103 nomes de famílias acampadas nos fundos do Jardim Santa Fé, mas confessou que destas, somente “cinco a sete” não têm mesmo onde morar.

 

“Como ficou decidido, eles vão criar uma associação e paralela à criação desta associação, o líder vai levar para a Secretaria a relação de nomes dos necessitados. Aí, vamos dar busca no CRAS, fazer visitas, e confirmar endereços para sabermos onde foram atendidos, para decidir onde abrigar estas famílias”, relatou Pimenta.

 

Outra decisão tomada neste encontro é que, uma vez formada a associação, passarão a ser feitas reuniões mensais, com a primeira já marcada para dia 22 de setembro. “Nela, já estarei prestando contas das famílias (atendidas) e eles entregarão a relação dos associados, que provavelmente incluirá estas 103 famílias”.

 

Diante destas medidas, Pimenta considera a situação resolvida, ou pelo menos sob controle. “Espero que isso acabe com as ocupações, porque agora passa a ser objeto da associação, então não precisarão invadir área pública. A menos que tenha conotação política”, observou.

 

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