Advogado de funerária vai à Câmara explicar valores

Após longa explanação sobre os métodos de trabalho, João Luís Stelari foi submetido a uma bateria de perguntas de vereadores; presidente sugere uma sessão técnica sobre o tema

Dr João Luiz Stelari


O advogado João Luiz Stelari, representante da empresa Antonieta Bonini Daud, concessionária dos serviços funerários em Olímpia, esteve segunda-feira à noite na Câmara de Vereadores, a fim de explicar a metodologia de trabalho e os valores cobrados e não cobrados pela empresa. Ele atendia convite feito pela Casa de Leis, a pedido do vereador Antonio Delomodarme, o Niquinha (Podemos), que há um bom tempo vem cobrando a empresa devidos aos valores considerados “exorbitantes” pelos serviços prestados aos cidadãos.

“O serviço funerário, certamente é notório e de conhecimento de vocês (vereadores), é um serviço que tem caráter essencial, ele só pode ser elaborado através de concessão, ele não é um serviço aleatório, então ele só pode ser feito com atribuição de concessão”, começou Stelari, lembrando que houve uma concessão há 10 anos atrás, em 2008, do tipo onerosa, para a qual a empresa teve que desembolsar dinheiro, que segundo ele, à época foram R$ 600 mil.

O dinheiro seria usado para pagamento de precatórios, conforme anunciou o prefeito à época, Luiz Fernando Carneiro, e à empresa coube a contrapartida, que era a construção de um novo cemitério, “que já está pronto” (na estrada da Prainha), a reforma dos velórios e a construção dos velórios em Baguaçu e Ribeiro dos Santos, “inclusive com a implantação dos cemitérios” nestes distritos.

Segundo Stelari, a empresa que presta serviços ao município há 80 anos, em relação à prestação dos serviços, tem a modalidade social, que é o serviço mínimo, feito de forma gratuita. “O município tem direito a três serviços e esses serviços são requisitados pela Assistência Social, através de uma triagem, e a empresa não cobra esse serviço, ela arca com ele. Então, se alguém falou que foi procurar (o vereador para reclamar), é mentira, isso nunca existiu, procura o assistente social e a funerária irá prestar o serviço sem custo nenhum”, informou o advogado.

“O que existe, muitas vezes, são pessoas que deixam de vir ver o familiar doente, e quando morre ele quer aparecer e contrata um serviço que não tem condições de pagar, e aí fica reclamando que o serviço é caro”, acusou. “Existe o parcelamento, a pessoa quando tem necessidade, tem o parcelamento”, complementa.

Stelari fez uma comparação de preços com cidades da região, para tentar demonstrar que os preços da concessionária é mais baixo. “A funerária de São José do Rio Preto, a Perpétuo Socorro, tem preço mínimo de R$ 2 mil, a de Bebedouro, o preço mínimo é de R$ 1,8 mil, na funerária de Olímpia, o preço mínimo é R$ 700”, comparou.

O advogado negou também que a empresa cobra pelo transporte do corpo para a autópsia em Barretos, conforme denúncia recebida pelo vereador Niquinha. “Quando ocorre um acidente ou alguma outra coisa, solicita a empresa para fazer a remoção do corpo, a funerária faz essa remoção e tem que levar até Barretos, para fazer a autopsia, para depois trazer de volta. Isso não embute em preço de cliente, se algum cliente falou isso, é mentira, isso não existe”, refutou. De acordo com o advogado, a funerária tem serviços em diversas modalidades, indo dos R$ 700 a até R$16 mil. “Então, depende da contratação que a pessoa fizer, se ele optar por um serviço diferenciado, logicamente ela irá pagar (mais caro)”, completou.

Depois desta explanação, Stelari foi submetido a perguntas de todos os vereadores, interessados em elucidar outros detalhes do serviço prestado pela empresa, às quais o advogado respondeu. Mas, o presidente da Câmara, Gustavo Pimenta, deve convocar uma sessão técnica para ampliar este debate.

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