‘Sou pré-candidato com a certeza de poder fazer um bom governo para nossa cidade’, diz Lamana

O empresário olimpiense quer o agronegócio também no polo ativo da economia da Estância Turística, por entender que ele é muito importante para ser relegado a segundo plano

Otávio Lamana

O empresário e ex-diretor-superintendente da Daemo Ambiental, Otávio Lamana Sarti, é um dos três nomes à disposição do PSDB para disputar a principal cadeira do Gabinete da Praça Rui Barbosa, este ano. Diz ter colocado seu nome à disposição, por ter certeza de poder fazer um bom governo para nossa cidade. Ele esteve à frente da Daemo Ambiental por dez meses do primeiro ano do atual governo municipal,

“Achava que fosse alguma coisa um pouco mais complicada. Nós fizemos um trabalho de reestruturação da empresa e surtiu bons efeitos durante os dez meses que estive lá”, relatou. Lamana, no governo atual, também esteve na Secretaria de Obras por cerca de dois meses, acumulando cargos. “Assim eu conheci bem a estrutura funcional da municipalidade e comecei a formar algumas opiniões de como poderia melhorar isso. Eu quero dizer que tenho uma boa proposta para administrar um município”, garantiu.

Para o pré-candidato tucano, o maior problema que a cidade atravessa, hoje, é de administração. “A estrutura administrativa do funcionalismo público aqui ainda é muito precária. A começar da informática da Prefeitura. São várias softwares que têm problemas de comunicação entre os sistemas e isso aí vai embora. Outro detalhe  muito gritante: o secretariado. O prefeito precisa ter um secretariado forte, comprometido e de cidadãos olimpienses, que é o que falta no momento, principalmente na área da Saúde”.

Ele cobra que seja dado mais valor aos profissionais médicos da cidade, e que considera um absurdo faltar detergente, sabonete, toalha, ou remédio na UPA. “Isso é inadmissível”, critica. “Então, precisamos de uma boa gestão na Saúde, não só de médicos”, complementa. “Precisamos tratar essa área com muito mais carinho e dedicação”.

Quanto ao Turismo, diz achar de suma importância para o município, mas não concorda com alguns pontos como, por exemplo, que o PIB da cidade seja 60% do Turismo. “Acho que tem 60% do Agronegócio, e ainda nesses 60%, o comércio do Agronegócio, que ainda é forte. Mas ainda temos a indústria de Metalurgia, a indústria Moveleira, que não é grande hoje, já foi muito maior, mas está presente, além do que, temos o comércio local”, relaciona.

Ele diz não ver estímulo por parte do poder público, a estas atividades. “Nós não podemos focar só no Turismo”, observa. “Temos, por exemplo, que trabalhar com a capacitação da mão de obra para todas as áreas em que o município puder evoluir, o que permitiria fazer um contraponto ao Turismo”.

Na sua passagem pela Daemo Ambiental, disse ter encontrado um caixa de R$ 900 mil deixados pela gestão anterior, e ao sair, dez meses depois, a autarquia estava com R$ 9 milhões em caixa. “Tínhamos vários projetos em paralelo para serem executados, mas o prefeito sinalizava que gostaria que eu direcionasse essas sobras de recursos para outras atividades, com o que não concordei”. E por fim, garantiu: “Minha saída não teve nada a ver com a tal cobrança de dívida da Santa Casa. Tanto que o prefeito teve que dar um jeito de resolver a situação”.

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