‘Sim’ vence desta vez e proposta de 4% é aprovada na quarta assembleia

Segundo relatos de alguns presentes o ambiente era de total constrangimento, uma vez que havia suspeitas de que funcionários de 3º escalão foram arregimentados para a aprovação

Num ambiente de total constrangimento na noite de quarta-feira, 8, na Casa de Cultura, o “sim” finalmente venceu e a proposta de reajuste de 4% mais 10% para o vale-alimentação foi aceita pelos funcionários públicos municipais, após quatro assembleias realizadas pelo Sindicato da categoria. O constrangimento seria em função das suspeitas de que o “sim” formou maioria por imposição do próprio governo municipal, que teria forçado a presença de funcionários de 3º escalão (chefes e diretores de setores) para por um fim no impasse.

O presidente da entidade, Jesus Aparecido Buzzo, é taxativo em dizer que a presença desta maioria “não foi espontânea”, e diz não entender porque ela não se fez presente “já na primeira assembleia”. Mas, ainda assim, Buzzo disse se considerar, juntamente com aqueles que lutaram até agora, vitorioso. “Eu considero sim, uma vitória os 0,25% que conseguimos a mais e a rejeição ao projeto até aqui”, disse. “O funcionário peitou e levou”, comemora.

Buzzo diz que o índice não é o que a categoria queria, “mas o episódio mostrou que juntos, conseguimos muita coisa, que tudo depende de nossa união”. Na noite de quarta-feira, 115 funcionários públicos estiveram presentes à Assembleia, dos quais 88 votaram favoráveis à proposta de Cunha, e 27 votaram “não”.

O presidente informou que já notificou o Executivo da decisão e que agora aguarda uma manifestação sobre quando enviará o projeto de Lei à Câmara. Tudo indica que isso será feito já para a sessão de segunda-feira, 13, para votação em Regime de Urgência.

Fazendo isso, haverá tempo hábil de se pagar o funcionalismo já com os novos valores ainda este mês. Os vereadores que votaram contra o projeto também foram notificados e deixados livres para votarem como bem entenderem. No caso, provavelmente todos votarão a favor.

Com o piso da categoria em R$ 1.092,90, os 4% de reajuste significarão R$ 43,72 a mais no final do mês, subindo o piso para R$ 1.136,62. Como a data-base da categoria é janeiro, com base no piso o Executivo pagará R$ 218,55 a mais, referentes aos cinco meses até aqui, além de outros R$ 100 referentes aos cinco meses de R$ 20 da diferença do vale-refeição.

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