‘Perseguição odiosa’, classifica Salata; ‘governo autoritário’, avalia Olmos

O assunto Feira Livre foi tratado na Câmara de Vereadores, na segunda-feira passada, quando as críticas à truculência do Executivo foram contundentes, deixando a base sem argumentos

Plenário da Câmara

A manifestação de inconformismo pela falta de diálogo e truculência do Executivo Municipal, por meio de seu secretário de Agricultura, Tarcísio Cândido de Aguiar, foi assunto debatido calorosamente na Câmara de Vereadores, na segunda-feira, 3 de junho, onde não faltaram adjetivos fortes contra o prefeito Fernando Cunha (Sem partido) e seu secretário.

“Governo autoritário”, disparou Flávio Augusto Olmos (DEM). “Perseguição odiosa”, classificou Salata (PP). “Falta de diálogo”, resumiu Gustavo Pimenta (PSDB). A base do governo, timidamente, tentou defende-lo, sem sucesso, à frente de mais de uma dezena de feirantes nas galerias.

Hélio Lisse Júnior (PSD), por exemplo, disse ter sido procurado por Lucas Nascimento e tentado coloca-lo em contato com o secretário, e classificou a movimentação como “sensacionalismo”. “Esperava que não ocorresse isso”, disse. “Mas, se foi uma deliberação do secretário, ele deve assumir as responsabilidades”, afirmou. Mas, Salata confrontou suas declarações, afirmando que “o secretário foi convocado duas vezes para uma conversa e não compareceu”.

Para o vereador, a praça não oferece condições para a feira, por não ter sequer árvores. “Achacar e perseguir os feirantes não é o melhor caminho”, rechaçou. “Este é um governo autoritário, que edita um Decreto na sexta-feira (da semana passada) proibindo feirantes de fazer a feira onde estão desde 2003”, corroborou Flávio Olmos. “É uma brincadeira muito triste”, completou. “Isto é uma perseguição absurda do prefeito e seu secretário, que só está no cargo porque não tem outro. O prefeito brigou com a cidade inteira e agora não tem outro nome para substituí-lo”, disse Salata.

Já Gustavo Pimenta disse que, desde às cinco da manhã do domingo, estava com os feirantes, pois havia sido chamado. “Fui ajudá-los a buscar explicações junto ao prefeito. Ninguém está contra ir a feira para a praça, mas a forma como estão fazendo é que é ruim. Falta de diálogo. Basta dialogar e esclarecer: a praça é melhor porque tem sombra? A população será melhor atendida lá? Pode entrar com veículos de carga? Não vai atrapalhar a missa? Eles têm que trabalhar, querem informações”, pontuou.

Pimenta disse ter estranhado, também, o uso de atiradores do TG 02-025 no carregamento de caixas. “Pode isso?”, perguntou. “Ou era uma tentativa de intimidação? Saibam que ninguém ficou intimidado”, completou.

Comentários