‘Não houve como segurar’, disse vereador sobre aumento

‘Não houve como segurar’, disse vereador sobre aumento
O reajuste em 14% nas tarifas dos ônibus coletivos urbanos foi criticado pelo petista Hilário Ruiz e justificado por Leonardo Simões (SD)

O vereador e líder do prefeito na Câmara, Leonardo Simões (SD) saiu em defesa do Governo na sessão de segunda-feira passada, 1º de junho, quando o oposicionista Hilário Ruiz (PT) fez duras críticas ao reajuste de 14% nas tarifas do transporte coletivo urbano, que vigora desde segunda-feira. Disse, entre outras coisas, que o aumento “foi firmado em meados do ano passado, quando começou a subir os combustíveis. Foi acordado em ata pelo Comtur (Conselho Municipal do Turismo), o prefeito adiou, mas agora não teve jeito”.

Em sua crítica feita da Tribuna na Câmara, Ruiz disse que tem cobrado melhorias no transporte público, no tocante a horário e criação do passe estudantil. “Mas, o que vem do Executivo não é nada de bom. E não é só o aumento das tarifas, é o aumento de tudo, acima da inflação”, disparou. “Minha indignação, meu repúdio (a isso)”, prosseguiu, cobrando também de seus pares na Casa de Leis. “A Câmara Municipal fica à mercê da discussão, porque aqui endossamos o poder centralizador do Executivo. É fácil governar, desse jeito”, completou.

Em defesa do prefeito, o líder Simões disse que este aumento já estava para ser dado ano passado, conforme acordado entre Executivo e a concessionária Bontur, desde que começaram a subir os combustíveis, consolidado em Ata do Comtur, mas Geninho (DEM) conseguiu adiar. “Mas, agora não teve jeito. A Bontur pressionou, já que o combustível aumentou quatro vezes, e as planilhas estão à disposição dos vereadores, caso queiram discuti-la”. Porém, a Bontur já havia reajustado suas tarifas em agosto de 2014, em 11,2%.

De acordo com Simões, esse aumento “é o reflexo do que temos vivido, a crise. Uma contribuição do Governo federal”, acrescentou, “alfinetando” Hilário Ruiz. Simões disse ainda que “a empresa tem se proposto a dar o melhor transporte, até com as adequações necessárias”. Para o vereador Simões, “o aumento não é abusivo. Dói no bolso, mas não houve como segurar. Aumento não é bom, mas é a política que estamos vivendo”, insistiu.

A Bontur, concessionária dos serviços de transporte coletivo urbano em Olímpia reajustou as tarifas em mais de 14% desde o dia 1º de junho. Isso representou nada menos que R$ 0,40 a mais por viagem. A tarifa urbana passou dos atuais R$ 2,80 para R$ 3,20. O proprietário da empresa, Clóvis Sarri, pretendia tarifa urbana de R$ 3,50, mas o prefeito Geninho (DEM) não concordou.

As passagens para os distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu passaram a custar, respectivamente, R$ 3,60 e R$ 3,20. O último reajuste praticado pela BonTur foi em agosto do ano passado, em 11,2%, passando de R$ 2,50 para R$ 2,80, diferença de R$ 0,30.

Amaury Hernandes, diretor-superintendente da Progresso e Desenvolvimento Municipal-Prodem, diz que o reajuste das tarifas dará devido “à explosão” dos reajustes dos combustíveis, pneus, salários e insumos no período. “O valor não vem da simples vontade ou acompanhando o índice inflacionário do período. Em transporte público se usa o IPQ, que é o índice de Passageiro por Quilômetro, que em Olímpia, infelizmente, é baixo, ou seja, tem mais gratuitos do que pagantes”, contabiliza Hernandes.

Segundo Hernandez, o proprietário da Bontur, Clóvis Sarri, além de querer que a passagem básica fosse reajustada para R$ 3,50, ameaçou sair fora do sistema coletivo de transporte de Olímpia, alegando altos custos, ainda mais com o reajuste “assustador” de combustíveis e insumos. “Com baixo índice de pagantes, e evidente aumento de beneficiados com gratuidade ou meia passagem, o reajuste foi inevitável”, esclarece o superintendente. Atualmente são 14 ônibus que servem Olímpia e os distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu.

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