‘Não basta dizer não, temos que ter uma atitude’, diz Buzzo

Presidente do Sindicato diz que não há como insistir nesta situação de apenas não concordar com o reajuste: ‘Se não aceitarem desta vez, o próximo passo tem que ser a greve’, diz

Jesus Buzzo

O presidente do Sindicatos dos Servidores Públicos da Estância Turística de Olímpia, Jesus Aparecido Buzzo, disse que está na hora da categoria radicalizar, caso a maioria optante pela não aceitação do índice oferecido pelo Executivo Municipal continuar tendo maioria nas assembleias. “Não temos mais condições de manter a situação como está, porque está muito cômoda para os funcionários e para o Executivo”, diz o presidente. De acordo com Buzzo, se desta vez o “não” vencer de novo, será o momento de se começar a discutir a greve.

“O funcionário vai lá, diz ‘não’ ao reajuste e depois vaia para casa dormir. Fica uma situação insustentável que não vamos mais poder aturar. Se na quarta-feira disseram ‘não’, já vamos começar a estudar a paralisação. Até já vou levar a legislação de greve para explicar a todos em detalhe”, adiantou Buzzo. “É prejudicial para todo mundo ficar nesse ‘chove não molha’. Não querem os 4%, então vamos parar”, conclama.

Se os adeptos do “sim” não conseguirem juntar uma maioria para vencerem a votação da próxima quarta-feira, 8 de maio, quando se realizará a quarta assembleia do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Olímpia, mais uma vez se verá a recusa da proposta do Executivo, de conceder 4% de reajuste para a categoria, e a questão poderá então descambar para a radicalização.

Buzzo disse que não quer mais segurar o desgaste que é a decisão da categoria sem uma atitude mais dura. “Não dá para ficar de assembleia em assembleia sem qualquer decisão mais drástica. Os funcionários vão decidir: ou ‘sim’ ou a greve”, pontuou.

Embora se saiba que o Executivo Municipal vem tentando animar parte do funcionalismo municipal favorável ao aumento de 4% mais 10% para o vale-alimentação oferecido, uma minoria ínfima foi dizer “sim” na assembleia extraordinária realizada na noite de 24 de abril, na Casa de Cultura. No total, 76 funcionários públicos municipais estavam presentes, dos quais apenas sete disseram “sim” ao reajuste, e os restantes 69 optaram por não aceitar e enviar uma nova proposta, de 5% de reajuste e R$ 250 para o vale alimentação, ou seja, 25% de aumento neste quesito.

Há uma certa parcela do funcionalismo que quer por fim a este impasse aceitando os 4%. Porém, quando da votação, a maioria é sempre pelo “não” à proposta. Segundo consta, durante esta semana o movimento do “sim” teria se articulado até com formação de grupo no WhatsApp, no intuito de animar os adeptos e convencer outros colegas a estarem em peso na Casa de Cultura na quarta-feira.

Se o resultado for pelo “sim”, talvez ainda em maio a categoria receba já com aumento e o retroativo de janeiro, fevereiro, março e abril, caso o Executivo encaminhe o projeto à Câmara em regime de urgência, para a sessão ordinária do dia 13. Caso a vitória seja do “não” mais uma vez, o impasse se arrastará por todo o mês em curso no aguardo de um entendimento entre as partes, ou a greve.

Como se recorda, o Projeto de Lei nº 5.467, avulso nº 34/2019, de autoria do Executivo, referente ao reajuste de vencimentos e salários dos servidores, teve votos favoráveis dos vereadores João Magalhães (MDB), líder do prefeito na Casa; Fernando Roberto da Silva, o Fernandinho (PSD); José Elias de Moraes, o Zé das Pedras (PR) e Marco Antônio Parolim de Carvalho, o Marcão Coca (PPS). Contrários à proposta votaram Hélio Lisse Júnior (PSD), Flávio Olmos (DEM), Luiz Gustavo Pimenta (PSDB); Luiz Antônio Ribeiro, o Luiz do Ovo (DEM) e Luiz Antônio Moreira Salata (PP).

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