‘Hoje o meu partido é a cidade de Olímpia’, diz Gizoldi, também pré-candidato a prefeito

‘A cidade esquecida, o turismo bombando e, de certa forma, precisamos tomar postura, uma ação. Não adianta deixar a cidade perfumada no turismo e esquecer dos bairros’

André Gizoldi

“Quero trazer para dentro da gestão pública, o que aprendi no meu tempo de trabalho”. Assim o pré-candidato a prefeito por Olímpia, André Luiz Gizoldi, empresário, abre sua exposição de motivos para encarar a empreitada de 2020. “Na realidade eu vejo isso como um ato de extrema coragem, porque a partir do momento que você deixa de ser um cidadão comum e passa para a vida pública, você abre as portas para a exposição, mas essa vontade de mudança que eu tenho, vem lá de trás”, complementa.

Gizoldi diz que colocou seu nome à disposição do grupo “porque hoje é muito fácil ficar sentado dentro de casa e criticando, apontando os defeitos, falando que o prefeito não faz uma boa gestão. Então eu quis sair da minha zona de conforto, e quero fazer algo pela população, pela minha cidade, quero fazer algo de especial para as pessoas que realmente precisem”, relatou.

“Hoje, dentro do cenário municipal, a gente vê que tem uma certa deficiência, que precisamos socorrer, seja essa dificuldade nos bairros, na periferia, e isso nós precisamos conter, de uma maneira precisamos estancar a ferida. Hoje se tem uma preocupação com o turismo, realmente temos que nos preocupar, mas precisamos culminar pela nossa população”, prossegue.

Ele diz, porém, estar trabalhando com critério dentro do grupo onde pôs seu nome, porque dele fazem parte “pessoas que tem boas intenções como eu”. E diz que está entrando na vida publica agora, mas que vai fazer “um bom trabalho”.

Sobre filiação partidária, disse que “na realidade, hoje, o meu partido é Olímpia, meu partido é a cidade de Olímpia”, embora observe que precisa de uma filiação partidária para poder concorrer. “Hoje todos sabemos sim, que preciso de uma filiação partidária, e nesse momento estamos discutindo qual é o melhor e qual não é, para lá na frente, de certa forma, chegarmos ao consenso. Mas, hoje, o meu partido é a cidade de Olímpia”, enfatiza.

Sobre a cidade em si, diz ver com bons olhos, “é uma cidade privilegiada, e até para nós olimpienses, o crescimento da cidade nessas ultimas décadas, foi assustador, é uma coisa positiva e temos que valorizar isso. Fomos agraciados com o turismo, porém eu vejo que tem possibilidades de fazer alguma coisa para que o turismo faça uma captação maior para os nossos jovens que estão aí hoje, que precisam trabalhar, acho que a prefeitura está muito afastada da população com o turismo, então precisamos olhar para a nossa comunidade, trazer o nosso jovem, capacitar ele técnica e intelectualmente até mesmo para o turismo”, avalia.

“Empresas como Kimberlit, Condumax, Tereos, Ciafundi, Italcabos e tantas outras locais estão preparadas para receber esse funcionário capacitado, hoje a exigência mínima delas é capacitação. Se a prefeitura não tentar oferecer isso, vamos simplesmente ficar da forma que estamos. A cidade esquecida, o turismo bombando e, de certa forma, precisamos tomar uma postura, ter uma ação. Não adianta a gente deixar a nossa cidade perfumada no turismo e esquecer dos bairros. Então, está na hora de fazermos algo pela nossa cidade, amo Olímpia e é por isso que estou aqui”.

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