‘Há algo no Turismo que não está sendo trabalhado legal’, diz pré-candidato petista

O advogado e também jornalista Willian Zanolli disse ter esperado que outros nomes dentro do partido se dispusessem a concorrer, mas, como isso não aconteceu, colocou seu nome

Willian Zanolli Foto: Ifolha

Lamentando inicialmente o afastamento do poder público da vida do cidadão comum de Olímpia, o pré-candidato a prefeito pela Estância Turística de Olímpia, Willian Antonio Zanolli, observou em entrevista à imprensa que é necessário “jogar foco na questão do Turismo”, pois, para ele, “há algo que não está sendo trabalhado legal”.

Ele depois dissertou sobre o que pensa a respeito: “Pode-se agregar valores em produtos agrícolas, para vender aos turistas, como geléia de goiaba, doce de leite, um monte de coisas, inclusive lembranças (artesanais). Tudo isso são formas de gerar empregos. Pode-se atuar com o Turismo em outras vertentes, como até mesmo a área cultural, que também é um segmento gerador de empregos”, explana o pré-candidato.

E reforça: “Temos que prestigiar os artistas daqui de Olímpia, em todos os níveis de arte, como música, artesanato, cinema, etc. Quando o prefeito de uma cidade pequena como Olímpia, enche o ego e vai noticiar lá fora, e gasta uma fortuna, se tivesse investido estes valores, estaria gerando renda para o município, não estaria gerando renda lá fora”, critica. Ele cobra, também, um projeto que privilegie o esporte amador. Para o pré-candidato é preciso, ainda, “apoiar devidamente o Folclore”.

No tocante à empregabilidade fora do setor turístico Zanolli prega a atração de empresas. Mas, avalia que antes é preciso detectar qual é a vocação do município. “É preciso um trabalho cientifico para descobrir isso. É móveis, laticínios, metalurgia, o quê? Quando éramos uma bacia leiteira, dava para se pensar em laticínios. Hoje estamos voltados para a cana de açúcar, mas existem grandes possibilidades de se trabalhar a questão da industrialização de forma diferente”, avalia.

Segundo Zanolli, a política, hoje, na área industrial, é a de se retirar a pequena indústria de uma área não-industrial e mandá-la para o Distrito Industrial.  “Então, não estamos criando empregos. O Distrito Industrial tem que gerar empregos, não servir apenas para deslocar o emprego”.

O advogado e também jornalista disse ainda que sua candidatura tem também o objetivo de “preservar o legado do PT” na cidade, e passar para o plano da realidade sua impressão das necessidades do município.

De acordo com Zanolli, o PT tem um “legado social” muito vasto em Olímpia, representado por obras de caráter social nas áreas da Habitação, Educação e Saúde. “Vi que esse era o nosso momento de discutir a cidade”. Seu conhecimento da cidade e seus problemas decorre, segundo ele, das muitas andanças pelos bairros e conversas com populares. Zanolli entende que “o momento pede (sua candidatura)”.

Sobre a situação atual da Estância, Zanolli criticou o que considera abandono dos bairros e cobrou também maior atenção a eles, tanto ou mais que a dada ao setor do Turismo, que, no entanto, “não é errado, porque o turismo gera empregos”.  Mas observa que a cidade está estendendo em demasia o tapete vermelho para o turista, “e esquecendo o entorno”.

Para o pré-candidato petista, o problema maior da cidade é a Saúde, “que foi transformada em uma questão político-partidária”, entregue às mãos de quem “não tem competência, que não tem responsabilidade social, que não se preocupa com o todo”.  O setor, como se sabe, foi entregue ao grupo do ex-vereador Hilário Ruiz, ex-petista, mas Zanolli disse que não comunga com esta decisão.

“O administrador quer deixar a sua marca e para isso aniquila todos os projetos que poderiam estar dando certo. Tudo vamos discutir com a população. Não podemos partir do princípio da fórmula pronta, porque estaríamos cometendo o mesmo erro de todos os que já passaram pela prefeitura, qual seja, o de não ouvir esta população”, finaliza.

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