‘2015 será um ano difícil’ prevê secretário de Obras

Ele reclama que os governos Estadual e Federal estão contingenciando recursos e, com isso, desacelerando obras

Se em tempos normais as obras da Administração Geninho (DEM) sempre carecem de um tempo a mais para serem concluídas, quase sempre estourando os cronogramas, agora a situação poderá ficar ainda mais delicada e as obras, ainda mais demoradas. E o secretário municipal de Obras e Engenharia, Luís Carlos Benites Biagi, não esconde esta possibilidade. “Temos que ter este compasso. O país passa por isso. 2015 será um ano difícil em todas as esferas”, sintetiza.

Ele fez esta previsão ao relatar para a reportagem do Planeta News a situação em que se encontram as obras de maior porte ou necessidade e as expectativas sobre elas para 2015. Por exemplo, a chamada “Praça do PAC”, no Jardim Luiza, obra subsidiada pelo Governo Federal. “As obras estão tendo prosseguimento no ritmo do desembolso. Esse desembolso depende do Governo Federal e ele está contingenciando todo recurso. (a obra) Tem o compasso da liberação”, diz.

Segundo Biagi, “tem sete a oito pessoas trabalhando no local, mas ela não paralisou”. Diz o secretário que a lentidão é importante “para a prefeitura não criar um déficit no caixa, nem o empreiteiro ter dificuldade e abandonar a obra”. Biagi admite que a obra está “bastante atrasada”, mas justifica dizendo que ela “tem cronograma que depende do desembolso do Governo Federal”. A “Praça do PAC” está orçada em R$ 2,8 milhões.

Também o Governo Estadual passa por dificuldades, conforme Biagi. “Há contingenciamento também das obras da CDHU em Baguaçu. Havia um cronograma de liberação que foi reduzido em 60%. Então é preciso adequar o cronograma da obra à liberação do dinheiro”, afirma. Naquele distrito estão sendo construídas 197 moradias pela Companhia.

Outra obra em compasso de espera é a da creche do Jardim Morada Verde. “Também tem encaminhamento de acordo com liberação de recurso”, justifica. Perguntado se haveria dificuldades para tocar obras este ano em Olímpia, Biagi admitiu que sim. “Tem que ter este compasso. O país passa por isso (dificuldade econômica). 2015 será um ano difícil para todas as esferas, mas não podemos perder este compasso entre o físico e o financeiro”, completou.

 

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