Vice-prefeito expõe plano de terceirizar UPA a vereadores

Encontro foi realizado na tarde da última quarta-feira, na Câmara, quando ficou praticamente acertado que a Oscip a assumir a responsabilidade seria a do médico Barbour Fernandes

Prefeito e vice em visita á UPA

O Governo Municipal deve anunciar em breve a sua mais visível investida no setor da Saúde municipal, conforme apurou o Planeta News esta semana. Trata-se da terceirização da Unidade de Pronto Atendimento-UPA, que deixaria de ser uma estrutura de atendimentos emergenciais e de urgência, tornando-se um equipamento de atendimento da demanda para casos simples e de fácil resolução. Para tanto, deverá ser aberta uma concorrência entre Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público, as chamadas OSCIP’s.

Uma delas seria do médico Lúcio Flávio Barbour Fernandes, atual diretor responsável pela Unidade, mas que, apesar das explicações dadas aos vereadores pelo vice-prefeito Fábio Martinez, que o trouxe para Olímpia, continua sob suspeição da Câmara de Vereadores. Nesta reunião, segundo disse uma fonte ao jornal, “foram postas todas as cartas na mesa”, num jogo franco onde nenhuma das partes disfarçou as intenções para a outra.

Participaram do encontro nove vereadores, com ausência apenas de Selim Jamil Murad, e da parte do Executivo, o vice-prefeito, Fábio Martinez, as secretárias Sandra Regina de Lima, da Saúde, e Eliane Beraldo, de Administração, além do secretário de Governo, Gustavo Zanette. O prefeito não esteve presente. “No final da conversa, ficou a certeza de que terceirização da UPA vai haver”, garantiu uma fonte.

De acordo com o que apurou o Planeta, cinco OSCIP’s devem participar da concorrência da UPA. Mas, um detalhe apurado: se por ventura ganhar a do médico Barbour Fernandes, o grupo de vereadores deverá focar todas as atenções sobre ele, que por hora fica em estado de observação. Como já foi dito, Barbour Fernandes está sob suspeição da Casa de Leis, que já tem levantadas algumas informações sobre sua conduta e busca outras, para evitar que seja posta “uma raposa para cuidar do galinheiro”, conforme a reportagem apurou.

Neste encontro, no entanto, não foi tratada a possível desativação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência-SAMU, que neste mês completaria cinco anos de atividades em Olímpia. A informação chegada até à redação, foi a de que o serviço teria sido trocado por uma empresa fornecedora de serviços de ambulância, e que esta empresa teria um médico da rede municipal de Saúde e o vice-prefeito Martinez como sócios.

O Planeta encaminhou à Assessoria de Imprensa de Cunha um questionário perguntando sobre o assunto, na terça-feira, 16, mas até a conclusão desta matéria, ontem, 18, as respostas não tinham chegado (veja questionário nesta edição).

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