Vereador critica má vontade em aceitar remédios doados

Flávio Olmos disse que já faz um bom tempo que conseguiu uma lista de remédios vultosa, mas encontra dificuldades para repassá-la; Magalhães ainda criticou a ação do vereador

Vereador Flávio Olmos

O vereador Flávio Augusto Olmos (DEM), já não foi a primeira vez, queixou-se na sessão da Câmara de segunda-feira passada, 6, das dificuldades que tem encontrado para repassar à Saúde municipal uma quantidade “enorme” de remédios constante de uma lista vultosa, tanto em quantidade, quanto em valor, segundo ele, conseguida junto à Dismed, distribuidora de medicamentos olimpiense.  Ainda assim, a iniciativa do vereador recebeu críticas do líder do prefeito na Casa, João Magalhães (PMDB).

“Eu tive coragem de ir lá na Dismed, ‘bater palma’, uma empresa de Olímpia que vende remédios, fui bem atendido pelo Ronald (Remondy, empresário-proprietário), que se propôs a doar os remédios para Olímpia. Eles (empresa) se propuseram doar e não cobrar nada. Fui atrás da Secretaria (da Saúde), o prefeito soltou uma nota que ele estava de acordo com a parceria, só que a secretária não estava tendo muito tempo para poder fazer essa parceria. Ou seja, a Dismed querendo doar remédio e a prefeitura não podendo pegar, porque não está tendo esse tempo”, queixou-se da Tribuna.

“Mas, esta semana ‘andou’, a lista de remédios é enorme, e a cidade vai ganhar muito. O farmacêutico do Posto de Saúde (da farmácia municipal) ficou encabulado, e não se conforma do remédio ser doado de graça. Sim, a Dismed vai doar remédios de graça para a prefeitura de Olímpia. Não são todos, ela me passou uma lista, dentro dessa lista de medicamentos, tem vários que a Saúde de Olímpia utiliza”, complementou Olmos.

TRIAGEM RIGOROSA
João Magalhães (PMDB), líder do prefeito na Câmara de Vereadores, no entanto, fez ressalva à boa nova de Olmos, observando que “a primeira fala do vereador, é (sobre) doação de remédios que estão para vencer, ele não vai doar remédios que estão em condições boas, para dar à população de uma forma geral. É remédio que vai vencer, e a gente sabe muito bem, que a qualidade de vários remédios, antes do vencimento, já perdeu”.

“É importante que a Secretaria receba esses remédios, o município quer, mas vai passar por uma triagem rigorosa do Poder Público da Secretaria da Saúde, para que a população não caia em riscos desnecessários, porque a maioria dos remédios está para vencer, ninguém que vende remédio vai doar remédio assim, de graça. Vamos esperar para ver de que tamanho é essa lista”, duvidou.

Comentários