Uniesp coloca acervo da Faer na calçada e gera revolta

Documentação espalhada

 

 

A diretoria da Uniesp, que acaba de ser despejada do prédio da Faculdade Ernesto Riscali, a Faer, que ocupava até então, colocou na calçada em frente à instituição, todo o acervo existente no seu interior, antes pertencente à Faer, mas agora de sua propriedade e responsabilidade, como adquirente dos direitos da faculdade olimpiense.

Móveis e principalmente fichários, arquivos diversos, CDs com fotos e vídeos educacionais e/ou culturais, Trabalhos de Conclusão de Cursos, os TCCs, documentos pessoais, brinquedos educacionais infantis e até cheques preenchidos e assinados atuais foram vistos ao chão, sob a alegação de que havia expirado o prazo dado pela Justiça para que a Uniesp desocupasse o imóvel.

Consta que a ordem de despejo tinha como data final 8 de julho, e somente nesta data começaram a retirar o que lhes pertence. Os oficiais de Justiça foram ao local, mantiveram contato com os funcionários, informando-os do prazo expirado. Foi pedido mais um tempo, algumas horas a mais, o que foi concedido, mas como até a noite de domingo a Uniesp ainda não tinha conseguido  retirar todos os documentos, os funcionários, então, decidiram colocar a papelada, juntamente com muitos livros e outros documentos didáticos, do outro lado da calçada, o que acabou por espalhar grande parte do que ali estava.

“Nós colocamos aqui tudo em caixas, mas as pessoas que vieram para cá em busca de seus documentos, acabaram por espalhar tudo”, explicou Rodrigo César Marini, um dos responsáveis pela desocupação do prédio. Já o editor do Diário de Olímpia, Leonardo Concon, que fez de lá transmissão ao vivo, disse que tudo já estava espalhado e não em caixas. “Eu cheguei filmando, e ainda não havia gente mexendo e tudo estava espalhado, fora de caixas”, ele disse.

Funcionário, Marini explicava após a declaração que acabava de ser demitido, por Whatsapp, devido à repercussão negativa do fato para a empresa. Outros funcionários, consta, também teriam sido despedidos da mesma forma.

A Uniesp tinha ainda a possibilidade de nomear um fiel depositário para não ter que fazer o que fez, mas preferiu a solução que causou indignação em alunos, ex-alunos e populares. A proprietária do imóvel, Tina Riscali, ex-mantenedora da Faer, havia se prontificado a ser a depositária, visando preservar a memória da escola que leva o nome da família de seu marido, mas a diretoria das Uniesp não aceitou.

Até o começo da tarde de hoje a direção da Uniesp não havia se manifestado a respeito. Consta, ainda, que a escola de nível superior iria ocupar, provisoriamente, as dependências da Escola Municipal Santo Seno, numa manobra não explicada, haja vista tratar-se de uma escola pública, de ensino infantil, cedida ou alugada para uma instituição particular. Não se sabe em que lei o governo Fernando Cunha está se baseando, a se confirmar tal informação.

Quanto aos documentos restantes –um caminhão furgão e três picapes-, consta que estão depositado em um prédio localizado na Rua Síria.

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