Santa Casa divulga balanço e confirma dívida e déficit

Hospital fechou 2017 devendo R$ 8,404 milhões; déficit do ano passado superou R$ 460 mil; informações vêm confirmar o que o Planeta já havia antecipado no final de março passado

Mesmo com todo otimismo que manifestou,  à frente da Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, a provedora Luzia Cristina Contim ainda não viu a luz no fim do túnel que lhe indique um caminho para solucionar o grave e permanente problema financeiro do hospital, desde quando assumiu, em 1º de julho de 2017, tendo sido reconduzida ao cargo no dia 15 de março passado.

“Eu sempre sou otimista,  acho que se você jogar as coisas boas para o Universo, ele te devolve coisas melhores ainda”, disse ela numa conversa mantida com o Planeta News em março. Porém, já estamos nos aproximando do meio do ano e até agora os impasses permanecem.

E as dívidas também. De acordo com o balanço patrimonial do hospital, fechado em 31 de dezembro de 2017 e publicado na edição de ontem, quinta-feira, 3, do Diário Oficial Eletrônico, a Santa Casa fechou o ano com uma dívida de R$ 8.404.765,59. O déficit acumulado no ano, de acordo com o balanço, foi de R$ 460.434,57.

O volume financeiro de doações fechou o ano passado na casa de R$ 2,821 milhões, conforme os critérios adotados pela provedora  de “transformar” tudo que é doado ao hospital, mesmo que sejam alimentos, em valores financeiros. A Receita Líquida de Serviços (pactuação SUS, convênios e particulares), cresceu e atingiu R$ 7.235.076,57. Bem acima de 2015 (15,8%) e de 2016 (23%), conforme o balanço demonstra.

Do acúmulo de contas a pagar que a provedora encontrou, disse que está negociando –CPFL, supemercado e distribuidora de oxigênio. Só de energia elétrica, o hospital consome em média R$ 20 mil a R$ 22 mil mensais. No ano passado todo, foram acumulados R$ 263 mil em consumo de energia. A Santa Casa deve R$ 1,122 milhão em obrigações trabalhistas, e tem uma folha de salários de quase R$ 400 mil por mês. E todo mês o cofre do hospital é “sangrado” com pagamentos de parcelas de empréstimos, que somam, no total, R$ 1,2 milhão.

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