Salata volta à Câmara chamando governo Cunha de ‘pornografia política’

O agora vereador disse ter cumprido sua missão, mas observa que o prefeito ‘precisa mudar o rumo da sua conduta, no sentido ético e moral’; ‘Cunha tem que ‘tratar sua neurose’, pediu O ex-secretário municipal de Turismo, Agricultura e Desenvolvimento Econômico, Luiz Antonio Moreira Salata, acaba de reassumir sua cadeira na Câmara de Vereadores, como único vereador reeleito que fora, onde chegou disparando contra o Governo Fernando Cunha, o qual classificou de “verdadeira pornografia política”.

 A saída de Salata ganhou força nos últimos dias, e foi sacramentada por uma entrevista concedida ao Planeta News, quando deixou transparecer seu descontentamento à frente da Pasta, e por uma publicação, considerada por ele “desonesta”, uma vez que “o âncora é pago por uma secretária obsessora, que costuma perseguir as pessoas”, na qual o prefeito Fernando Cunha (PR) falava em mudanças na Pasta e não incluía Salata.

Um dos pontos destacados pelo vereador foi o de que, no Governo Cunha, existiriam pessoas encarregadas de gerar informações “desabonadoras e injuriosas” contra ele, e que um dos pontos básicos do prefeito teria que ser “a melhoria de sua assessoria”. Salata disse que, à frente da STADE, “cumpriu sua missão”. Ele disse não concordar com a conduta do atual gestor municipal: “O prefeito tem que mudar o rumo da sua conduta, no sentido ético e moral”, cobrou. “Tem que ouvir uma intriga, filtra-la e chamar o interessado. E isso não acontecia. Além disso, precisa mudar o seu comportamento neurótico”. O ex-secretário disse ainda que saiu da Secretaria, “para não provocar uma tragédia no Governo”, mas não explicou de que gênero. Salata concorda com a adoção do sistema de austeridade financeira de Cunha, mas observa que ela deve ser exercida “sem ferir as pessoas, com educação, e sem neuroses e desequilíbrio emocional”. O vereador disse ainda que “se nega” a detalhar o “campo da pornografia política” deste Governo, observando ser contra “ataques à integridade moral das pessoas”. O que mais o deixou perplexo, disse, foi ficar sabendo “através de um órgão de imprensa, cujo âncora é pago por uma secretária obsessora, que costuma perseguir as pessoas”, das intenções de Cunha.

No final de semana o semanário “Folha da Região” trouxe informação creditada ao prefeito Cunha, publicada na “Coluna do Arantes (José Antônio Arantes, seu editor), dando conta de que o prefeito iria desmembrar Turismo de Agricultura e Desenvolvimento Econômico, que voltaria a ter status de Secretaria, mas ainda não sabia “quem iria colocar como titular do Turismo”.

“Não saio magoado”, afirma. “Tenho brio”, completa. “Mas não podia admitir que fizessem a mim, monitoramento ideológico, criticar as amizades que são conflitantes com o parque (Thermas dos Laranjais) ou com o prefeito. Não admito monitoramento ideológico de ninguém”, rechaçou.

BOICOTE

 O ex-secretário reclamou também do “total boicote” que sofria por parte do prefeito Cunha e seus assessores de primeiro e até de segundo escalões. “Boicote total do Gabinete, da Comunicação, do prefeito. A palavra de ordem ali era ‘rifar o Salata’”, acusou. Cunha também se negava a liberar servidores para o setor, que contava com “seis servidores em seis divisões”. Cunha teria dito para ele contratar “quantos estagiários quisesse”, mas que servidores não iria liberar. “Nunca fui fantoche de ninguém. E não podem ser (fantoches) de uma secretária que não pode se responsabilizar pelos destinos da cidade. Juntar duas a três pessoas e decidir questões ligadas ao desenvolvimento do Turismo”.

Salata cobrou “balança ética” de Cunha, e sugeriu que ele vá “se curar da neurose” para poder tratar as pessoas “com respeito e educação”. Salata pediu ainda que Cunha pare “com esta questão de achar que a política serve para negócios”. “Não vou detalhar porque é uma verdadeira pornografia política (a gestão de Cunha)”, acusou. “Tem coisas assustadoras, além de serem apenas três ‘burgueses’ decidindo os destinos da cidade, formando uma espécie de conselho consultivo e deliberativo dos destinos de Olímpia. A política não é isso”, finalizou.

 

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