Niquinha e Salata agora travam batalha na polícia

Vereador do PTdoB acusa Salata por peculato e apropriação indébita de um celular; Salata revida com outro BO, acusando Niquinha por calúnia, injúria e difamação

O vereador Antônio Delomodarme (PTdoB) levou às últimas consequências seu entrevero com o colega Luiz Antonio Moreira Salata (PP) esta semana, ao fazer Boletim de Ocorrência na Delegacia de Polícia, acusando-o de peculato e apropriação indébita de um celular comprado quando estava na presidência da Mesa e cujo aparelho hoje não está no patrimônio da Casa. Salata, por sua vez, foi à Delpol fazer outro BO, acusando Niquinha por calúnia, injúria e difamação.

No Boletim elaborado no dia 2 passado, segunda-feira, Niquinha reporta um fato que segundo ele teria ocorrido em junho de 2016. Na Delegacia, Niquinha disse que “no dia 17 de junho de 2016, o senhor Luiz Antonio Moreira Salata, na condição de presidente do Legislativo local, adquiriu em nome daquela Casa de Leis, um aparelho celular, marca Sansung, modelo Galaxy S7 para uso particular, visto que na época era o presidente do Legislativo”.

“Ocorre que após o término do mandato de presidente, o senhor Luiz Antonio não devolveu o referido aparelho, sendo que numa apuração preliminar, não foi possível encontra-lo naquela Câmara Municipal local, porém consta como bem patrimonial (...) lançado no livro de Patrimônio”. Niquinha disse ainda que Salata “estaria utilizando o referido aparelho (e cita o número)”.

Já no dia 4, quarta-feira, pela manhã, foi a vez de Salata ir falar com o delegado Marcelo Pupo de Paula, a fim de registrar boletim de ocorrência por Injúria, Calúnia e Difamação contra Niquinha. Salata disse que tomou conhecimento pela imprensa que havia sido lavrado um BO contra ele, relatando a apropriação de um aparelho celular da Câmara Municipal. E que nos últimos anos o tem utilizado de formas particular.

Salata disse na Delegacia que o vereador Antonio Delomodarme é considerado seu inimigo político, “motivo pelo qual tem criado vários fatos desabonadores para ferir sua imagem como homem público e como cidadão, dentro da Câmara, nas sessões, e fora, nos mais diversos locais”. O vereador acrescentou que “desconhece qualquer fato referente ao requerimento 1.514/2017, mesmo porque jamais tomou conhecimento de qualquer tipo de apuração interna do desaparecimento do objeto citado”.

Consta ainda do BO que o vereador Niquinha “não responde pela Casa de Leis e tem a todo custo procurado detratar e ofende-lo”, além do que Niquinha “já foi condenado várias vezes pelos crimes de calúnia, difamação e injúria contra autoridades”.

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