Mesmo com dinheiro em caixa, Cunha fará 3º empréstimo

Prefeito disse em entrevista que a prefeitura teria ‘R$ 30 milhões em caixa’;  mesmo assim, recorrerá a outro empréstimo  de R$ 1,5 milhão; total já passa dos R$ 6,112 milhões

O prefeito Cunha (PR) irá buscar mais dinheiro no banco, mesmo afirmando,  alto e bom som, que nos cofres da prefeitura estaria sobrando “R$ 30 milhões”. Agora ele vai pegar no Banco do Brasil, de novo, mais R$ 1,5 milhão que usará na compra de máquinas e equipamentos para a área rural do município. Com este montante, somado aos empréstimos anteriores na ordem de R$ 4,612 milhões, a prefeitura já tem a pagar ao BB e à CAIXA, nada menos que R$ 6,112 milhões.

Há cerca de um mês, Cunha lançou mão de empréstimos para compra de ambulâncias, equipamentos de monitoramento, construção de ponte na Aurora Forti Neves e recapeamento asfáltico de vias públicas, com o Banco do Brasil, no valor de R$ 1,112 milhão, e com a CAIXA, no valor de R$ 3,5 milhões.

Agora, por meio da Lei nº 4.335, de 16 de fevereiro de 2018, Cunha irá contratar operação de crédito com o Banco do Brasil S/A “até o valor de R$ 1.300.000”, para abrir crédito no Orçamento do Município, referente a 2018, em favor da Secretaria Municipal de Obras, Engenharia e Infraestrutura, destinados à aquisição de veículos com a finalidade de atender a devida ação na Secretaria, “para melhor prestação de serviços aos munícipes”.

Diz outro trecho da Lei que “o recurso necessário à abertura do crédito decorre de Excesso de Arrecadação”. E mais, que “os recursos provenientes da operação de crédito autorizada serão obrigatoriamente aplicados na execução dos empreendimentos previstos”.

Diz ainda a Lei que “para pagamento do principal, juros, tarifas bancárias e demais encargos financeiros e despesas da operação de crédito, fica o Banco do Brasil autorizado a debitar na conta-corrente de titularidade do Município, mantida em sua agência, a ser indicada no contrato, em que são efetuados os créditos dos recursos do Município, os montantes necessários às amortizações e pagamento final da dívida, nos prazos contratualmente estipulados.”

A lei não fala em quantas parcelas o empréstimo será pago, nem qual o valor delas, ou mesmo o percentual de juros que incide sobre o principal. Há cerca de um mês, a Câmara autorizou o prefeito a contratar junto à CAIXA e ao Banco do Brasil, empréstimos da ordem de R$ 4,612 milhões para compra de ambulâncias, equipamentos de monitoramento, construção de ponte na Aurora Forti Neves e recapeamento asfáltico de vias públicas.

Com o Banco do Brasil o valor era de R$ 1,112 milhão, passando agora a ser de R$ 2,612 milhões  e com a CAIXA, de R$ 3,5 milhões. Também neste caso, o governo Cunha não detalhou qual a modalidade de empréstimo iria realizar, qual a forma de pagamento, ou a quantidade de parcelas, bem como, tempo de duração do empréstimo.

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