Lisse pede solução para esgoto e governo diz que faltam R$ 18 milhões

Vereador fez cobrança pela conclusão das obras da ETE ao lado da SP-425; Cunha diz que obras estão sem previsão de término por falta de dinheiro

Vereador Hélio Lisse

O vereador do PSD Hélio Lisse Júnior, cobrou na sessão de segunda-feira, solução para a questão da coleta de esgoto em Olímpia, que hoje não tem mais que 30% de seus dejetos humanos recolhidos e tratados. Ele lembrou que a gestão passada deu início às obras de construção de uma Estação de Tratamento de Esgoto-ETE às margens da SP-425, mas as obras continuam paralisadas. Respondendo ao Planeta, o governo municipal disse que não tem dinheiro –cerca de R$ 18 milhões, para concluí-la.

“Eu tenho uma preocupação muito grande com o meio ambiente da nossa cidade, e a partir deste mês que vem a população flutuante em Olímpia deve chegar a 30, 40 mil pessoas, quase que dobrando a nossa população. E da nossa Estação de Tratamento de Esgoto não se tem nenhuma notícia, se ela vai ser retomada, enquanto aumenta a população e o detrito humano também, o esgoto, que está sendo despejado no rio Cachoeirinha”, relatou Lisse Júnior.

“Eu peguei o carro, fui até onde está sendo despejado, é desagradável saber que temos um problema tão grave com o meio ambiente aqui em nossa cidade. Nós precisamos ver onde está o gargalo dessa Estação de Esgoto, para que ela seja resgatada, urgentemente”, pediu. 

O líder do prefeito na Câmara, João Magalhães (PMDB), tentou argumentar sobre a cobrança, mas não foi muito incisivo na resposta, nem esclarecedor. Disse que o assunto Lagoa de Tratamento também no incomoda, mas que o presidente Gustavo Pimenta (PSDB) já tinha dado as explicações (a obra começou no governo passado, quando ele era vice-prefeito).

“Nós precisamos exercer gestões um pouco mais contundentes em relação ao Governo do Estado, até porque Olímpia recebeu o Selo Verde, e esse selo fez com que Olímpia pudesse ser contemplada com a Lagoa. Então nós precisamos realmente fazer ações urgentes e inclusive nessa situação, salve o rio Cachoeirinha, porque senão nós também teremos esse manancial, que é um dos poucos que temos em Olímpia, comprometido”, discursou.

DESTA VEZ TEVE RESPOSTA
Visando trazer maiores esclarecimentos sobre o assunto a redação do Planeta News encaminhou à assessoria de Cunha, questionário via e-mail, como é a praxe, com as seguintes questões: Qual é a previsão de reinicio das obras da Estação de Tratamento de Esgoto às margens da Rodovia SP-425, paralisada há meses? Qual o montante total estimado para as obras? Quanto já foi investido? O restante do dinheiro necessário tem cronograma de liberação para quando? De que forma? Ou já está em caixa? Há prazo estimado para conclusão e entrada em funcionamento da ETE?

A nota do governo Cunha foi a seguinte: “O plano de implantação da infraestrutura para o tratamento da totalidade de esgoto completou 5 anos em 2017 sem a sua conclusão. O plano está enquadrado num programa do DAEE – Departamento de Águas e Energia Elétrica do Governo do Estado de São Paulo, chamado Água Limpa, sendo, assim, construído por meio de um Convênio (DAEE 2011/11/00319.0 e 29/12/2011) firmado com o Governo do Estado, com investimento inicial de R$ 21 milhões. A sua concepção é suficiente para atender a uma população estimada de 61 mil habitantes.

Atualmente, a obra está 60% realizada, sendo que, para a conclusão dos outros 40%, são necessários investimentos da ordem de R$ 18 milhões. Dessa forma, a obra para tratar 100% de esgoto do município está paralisada por falta de recursos do DAEE.

Em 26 de janeiro deste ano, atendendo a um pedido do prefeito Fernando Cunha, o município recebeu a visita dos engenheiros do DAEE para discutir entre outros assuntos, a retomada das obras da ETE. Sendo assim, a Administração Municipal tem estado em constante contato com o departamento para que as obras prometidas e já iniciadas pelo Estado sejam retomadas com a máxima urgência.

Orientamos que mais detalhes a respeito do assunto devem ser obtidos diretamente em contato com a assessoria de imprensa do DAEE, responsável pela obra.”

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