Dos quatro cantos do Brasil: conheça um pouco dos grupos que estarão no 53º Fefol

 

Da assessoria

De 5 a 13 de agosto, 51 grupos folclóricos e parafolclóricos de 13 Estados do Brasil se encontrarão na Estância Turística de Olímpia, no 53º Festival do Folclore. São cores, ritmos e músicas, resultando em uma deliciosa mistura de culturas.

Os grupos começam a chegar à cidade na sexta-feira, dia 4, para a abertura da festa, e permanecem até o encerramento. São grupos do sul, sudeste, norte, nordeste e centro-oeste, somando quase 2 mil pessoas. De acordo com o coordenador de grupos da Comissão Organizadora, Célio Franzin, são 800 artistas de outros Estados, 505 do Estado de São Paulo e 514 de Olímpia.

Conheça um pouco da história dos grupos desses Estados e o que cada um mostrará durante o Fefol.

 

RIO GRANDE DO SUL

Centro de Pesquisa e Folclore (CPF) Piá do Sul, de Santa Maria

O CPF Piá do Sul foi fundado em dezembro de 1957, por um grupo de jovens estudantes, com a finalidade de pesquisar as tradições do Rio Grande do Sul. O objetivo inicial da entidade era cultuar as tradições do Rio Grande do Sul, difundido sua história, costumes e folclore. O Centro conta com quatro invernadas de danças gaúchas: xirú, adulta, juvenil e mirim. E ainda possui uma escolinha para formação de peões e prendas dançadores. Atualmente, o CPF Piá do Sul é bicampeão do Desfile Farroupilha de Santa Maria, Tricampeão do ENART e Tricampeão do JUVENARTE. O Grupo se apresenta no Fefol pela primeira vez e chegará à cidade no dia 10, por volta 23 horas.

 

Grupo de Arte e Tradição Estampa Gaudéria, de Xangri-lá

O Grupo de Arte e Tradição Estampa Gaudéria foi fundado em 2004 com o lema “A tradição no litoral é o nosso ideal”. As cores do grupo são verde, azul, amarelo, vermelho, preto e branco, e o símbolo é o mapa do Rio Grande do Sul com um Quero-quero de asas abertas no centro, e na lateral direita ondas bordadas, representando o oceano que banha o litoral norte do Estado. O Estampa Gaudéria é uma entidade sem fins lucrativos, sem distinção de raça, credo, condição social e outros, que busca cada vez mais agregar pessoas, pois não tem porteira, como qualquer entidade tradicionalista. Hoje, conta com quatro invernadas: pré-mirim, mirim, juvenil e veterana. Também inédito, o grupo chegará em Olímpia no dia 8, terça-feira.

 

PARANÁ

 

Grupo Parafolclórico Pôr do Sol, de Quinta do Sul

O Grupo Parafolclórico Pôr do Sol conta com 36 artistas, entre dançarinos, músicos e cantores. No repertório, danças folclóricas paranaenses, marcadas pela batida dos tamancos de madeira e também manifestações populares de outras regiões do Brasil.

Já participou de festivais em Olímpia, mas há alguns anos está ausente. Retorna à cidade no dia 6, domingo, por volta das 16 horas.

 

MINAS GERAIS

 

Terno de Moçambique Diamante, de São Sebastião do Paraíso

O mais antigo e tradicional Terno de Moçambique de São Sebastião do Paraíso, o Diamante foi fundado por José Pedrinho, em 1929. Se apresenta em vários eventos do País. Por meio do canto, da dança e da manipulação de objetos simbólicos saúdam santos. Durante todo o ano difunde a fé, a cultura e a tradição de identidade cultural popular tradicional. No mês de maio eles homenageiam São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. Já esteve em Olímpia em várias edições do Fefol. Chega à cidade no dia 12, no período da manhã. 

 

Grupo Folclórico Aruanda, de Belo Horizonte

Um dos maiores representantes da cultura parafolclórica do Brasil, dedicando-se a pesquisar, preservar e divulgar as danças e os cantos folclóricos nacionais. Em atividade desde 1960, é o mais antigo grupo nacional de projeção folclórica tendo seu trabalho reconhecido nacional e internacionalmente e também por possuir um “guarda-roupa” considerado dos mais belos, extensos e variados. Possui um representativo acervo de mais de 100 danças pesquisadas em todas as regiões, mais de 5 toneladas de figurinos e adereços, mais de 5 mil espetáculos realizados no Brasil e no exterior, o que qualifica o Grupo como referência nacional em manifestações populares não só de Minas Gerais, mas de todas as regiões do país. O nome Aruanda tem sua origem no refrão de uma música cantada no Maracatu e quer dizer: Terra de luz, terra de paz, mansão dos bem-aventurados. O Aruanda, que atualmente conta com 60 integrantes, é formado por jovens estudantes, professores, bailarinos, profissionais liberais de diversas áreas, entre outros, interessados nas manifestações folclóricas do nosso país, todos “Voluntários da Cultura”. Já é conhecido do público do Fefol, embora não tenha vindo nos últimos anos. Chegará em Olímpia no dia 5, pela manhã, e participa da abertura do evento.

 

FITAS – Grupo de Tradições Folclóricas, de Montes Claros

O Grupo de Tradições Folclóricas foi fundado em 2005. Tem se estruturado com a participação de diversos dançarinos de variadas áreas de formação e por pessoas da comunidade, engajadas e admiradoras da cultura. Criou o FITINHAS – Grupo Infantil e Juvenil, que reúne alunos de várias faixas etárias, organizados em subgrupos, tendo como meta a valorização das tradições culturais brasileiras. Internacionalmente conhecido, o FITAS já participou de alguns Festivais Internacionais de danças folclóricas. Em seus espetáculos apresenta as seguintes danças: xaxado, gaúchas, jongo, festa de agosto, carimbó, candomblé, frevo, lavadeiras, maracatu e dança do coco. Estreia no Fefol este ano. Chega à cidade no dia 10 de agosto, quinta-feira.

 

Grêmio Cultural e Social Arraiá de São Mateus, de Belo Horizonte

A Quadrilha São Mateus foi fundada em 29 de junho de 2001, na região norte de Belo Horizonte, com o objetivo de desenvolver um trabalho cultural e social no cenário junino nacional. Conquistou cinco vezes o título de campeão da Regional Norte e duas vezes o título de campeão do Arraial de Belô (grupo especial), principal concurso de quadrilha do sudeste do Brasil. Em 2014, conquistou o título do grupo de acesso. Fez diversas apresentações em emissoras de TV, inclusive no Bom Dia Minas e no Bom Dia Brasil. É o primeiro grupo de Minas a trazer a temática para as danças. Para esse Festival, o grupo apresentará uma proposta diferente. Contará a vida e a obra de uma figura, mestre do cenário nacional, o Mazzaropi. Já participou do Fefol em edições anteriores. Chega à cidade no sábado, dia 5, pela manhã.

 

ESPÍRITO SANTO

 

Reis de Boi Mestre Nilo Barbosa, de Conceição da Barra

O mais antigo e tradicional grupo de reis de boi do Espírito Santo, hoje comandado por mestre Nilo. É requisitado para apresentações em todo Estado. Sua fundação vem do antigo quilombo de Negro Rugerio, hoje Vila de Santana, no município de Conceição da Barra, que foi no passado um dos maiores centros produtores de farinha de mandioca da região. O Reis de Boi de Mestre Nilo ainda guarda elementos importantes da cultura popular, como o engenho, a loba e o cavalo marinho. É composto basicamente por homens que vestem camisa branca transpassadas por duas fitas e um chapéu enfeitado. Tocam pandeiros acompanhados por um sanfoneiro. No Reis de Boi de Mestre Nilo há também o vaqueiro que representa o homem do campo e tenta vender os produtos da fazenda. É inédito em Olímpia. Chegará à cidade no dia 5, pela manhã.

 

GOIÁS

 

Grupo Folclórico Brasil Central, de Anápolis

O Grupo Folclórico Brasil Central (GFBC) foi criado em 2005, na cidade de Anápolis, com o intuito de preservar, valorizar e divulgar o patrimônio imaterial do estado de Goiás. Em 2006, o GFBC foi reconhecido pelo Conselho Internacional de Festivais Folclóricos e Artes Tradicionais (CIOFF/UNESCO) como uma das principais representações folclóricas das manifestações culturais existentes no território goiano. Em 2010, foi reconhecido pela Organização Internacional de Folclore e Artes Tradicionais (IOV) como o grupo cultural que representa oficialmente o estado de Goiás em festivais nacionais e internacionais de folclore. O GFBC elaborou espetáculos temáticos como Festas Goianas (2005-2008), que valorizou as principais manifestações folclóricas do estado, e Sons de Goiás (2009-2012), que divulgou o cancioneiro goiano. Em 2012, foi encampado como projeto de pesquisa aplicada para estimular voluntários docentes e discentes da Universidade Estadual de Goiás (UEG) e comunidade em geral a fazer e participar de pesquisas oriundas do programa de pós-graduação (TECCER) desta universidade. Neste sentido, se propõe a construir e comunicar sua identidade individual e valores coletivos em um processo harmônico, valorizando as tradições locais através das danças e das músicas folclóricas levantadas por meio de pesquisas acadêmicas. O GFBC busca promover a valorização cultural por meio da preservação dos bens imateriais, tendo como difusor o patrimônio cultural do Estado de Goiás e a projeção da identidade individual e coletiva da cultura goiana nos âmbitos nacional e internacional. Atualmente apresenta o roteiro Cores do Cerrado com 90 minutos que representa as várias vertentes da formação cultural do povo goiano. O grupo participa do Fefol pela primeira vez e chega no sábado, dia 5.

Catupé Cacunda Nossa Senhora das Mercês, de Catalão

O Catupé chegou à região de Goiás em 1953 e recebeu o nome de Catupé Cacunda Nossa Senhora das Mercês. É um dos principais grupos da cidade, em atividade até os dias de hoje, com mais de 350 componentes. Atualmente, o grupo é conhecido como Catupé Amarelo, devido à cor de sua indumentária. Em Catalão, existem ainda o Catupé Azul, em devoção a São Benedito, e o Catupé Branco, devoto de Nossa Senhora do Rosário. Os ternos de Catupé, também chamados Catupé Cacunda, que se diz que "catuca o pé com a cacunda", representam a alegria, a astúcia dos negros que fugiam das senzalas. Seus instrumentos são as caixas feitas com couro de vaca, e os dançadores acompanham o capitão e seu tamborim com os pandeiros. No Catupé, existe ainda a figura do sanfoneiro. O grupo já esteve no Festival em outras edições e chega em Olímpia para o segundo final de semana da festa.

 

CEARÁ

 

Grupo Tradição Folclórica Raízes Nordestina, de Fortaleza

O Raízes Nordestinas foi fundado no dia 18 de agosto de 1996. Trata-se de um grupo de pesquisa e produção cultural sem fins lucrativos. Inspira-se nos grupos de cultura nativa, projetando para a linguagem cênica as várias manifestações da cultura popular tradicional, pesquisadas, coletadas e catalogadas pelo grupo. Busca, desta forma, envolver e estimular a formação de bons hábitos e atitudes, despertando nos assistentes o sentimento de amor e entusiasmo pelas suas tradições, proporcionando assim um conhecimento maior e consciente das características do seu povo, incentivando a preservação, a difusão das nossas raízes e, sobretudo reforçando e valorizando a nossa riqueza histórica e cultural. Em seu repertório, estão as danças cana verde, reisado de congos, coco de praia, coco do sertão, bumba meu boi, xote, São Gonçalo, maneiro pau, mulher rendeira, colheita, xaxado e cucuriá. O grupo esteve em Olímpia há mais de uma década. Foi o primeiro grupo a confirmar presença nesta edição. Chegará à cidade no sábado, dia 5, pela manhã.

 

Associação Cultural Maracatu Az de Ouro, de Fortaleza

O Maracatu Az de Ouro foi fundado em 26 de setembro de 1936 por Raimundo Alves Feitosa, com o objetivo de se criar um maracatu para o carnaval de rua de Fortaleza. Em 1937, desfilou pela primeira vez, com apenas 42 participantes. Foi campeão do carnaval de rua em 1980. Nos anos recentes, ficou entre os 5 melhores maracatu de Fortaleza. O grupo já esteve em Olímpia e sua chegada nesta edição está prevista para o sábado, dia 5.

 

Grupo Parafolclórico Terra da Luz, de Fortaleza

O Grupo Parafolclórico Terra da Luz foi fundado em março de 1980, pelo professor Francisco Silva de Freitas, já falecido. É uma entidade sem fins lucrativos e de finalidade cultural. Hoje, sob a presidência de Delaneo Batista Costa e coordenação da professora e folclorista Flaudenia Mendonça, conta com 45 integrantes, entre folcloristas, pesquisadores, estudantes, atores, músicos e dançarinos. Tem como objetivo reservar e resgatar a cultura popular brasileira, promover o Folclore Brasileiro, o Nordeste, o Estado do Ceará, perpetuando valores culturais do seu povo. Apresentou-se em Olímpia nos anos de 1984, 1985, 1986, 1989, 1991, 1994, 1995, 1996, 1998, 2001 (quando foi capa do Anuário), 2002, 2008, 2011, 2012 e 2014. É bastante conhecido do público do Festival do Folclore. O grupo chega no sábado, dia 5.

 

PARAÍBA

 

Balé Folclórico SISAIS, de Pocinhos

O Sisais trabalha com jovens, adultos e idosos a inclusão social por meio das artes, desde 2005. No segmento teatro, realiza todo ano a encenação da Paixão de Cristo. Desenvolve oficinas de danças e música ao ar livre. Ensina a confeccionar instrumentos musicais como flauta doce, violão, sanfona, tudo com material reciclável. No repertório estão o xaxado, coco, maracatu e caboclinhos. Conta com cerca de 50 pessoas, entre atores, bailarinos e músicos, que se dividem entre jovens, adultos e idosos. O grupo é inédito no Festival do Folclore e chegará em Olímpia no dia 5, sábado.

 

Reisado Zé de Moura, de Poço de José de Moura

Reisado Zé de Moura é um dos mais tradicionais e conceituados grupos de danças folclóricas da Paraíba. Fundado em 1920 por José Alves de Moura, permaneceu em atividade até 1966. Com a morte de José de Moura, deixou de ser apresentado até 2006, quando retomou as atividades para festejar os 40 anos de morte de seu criador. Com quase 100 anos de história, o Reisado Zé de Moura traz uma rica mistura de diversas artes. Diferentemente dos demais grupos de reisado, o Zé de Moura traz o rei, com galantes e damas e também os caboclos, assim como o boi, a burrinha e o jaraguá, que cantam seus versos de rimas e poesias, contando a história do lugar ou a do homenageado, criticando ou elogiando a situação do País.

 

Tradições Populares Acauã da Serra, de Campina Grande

O Grupo de Tradições Populares Acauã da Serra, da Universidade Estadual da Paraíba, foi fundado em 1º de maio de 1986, em Campina Grande (PB). A agremiação apresenta os espetáculos "Raízes do Brasil" e "É Carnaval", além de muitos outros, com a finalidade de difundir de forma primordial a cultura brasileira, com seus costumes, danças e músicas tradicionais regionalistas. O Acauã da Serra participou de diversos festivais internacionais de folclore na Europa e no Brasil, regionais e locais, a convite do CIOFF e PRO-LOCO. Em Agrigento, na Ilha da Sicília, na Itália, esteve na abertura do Mundial de Ciclismo, realizado no dia 27 de agosto de 1994. Em Marconia, também na Itália, recebeu o prêmio de 1º lugar no Festival Italiano de Folclore. Em 2000, foi o primeiro colocado no Troféu Imprensa da Paraíba, promovido pelo Sindicato Profissional dos Jornalistas do Estado. O grupo é formado atualmente por 44 componentes, entre dançarinos, vocalistas e direção. O Acauã, já conhecido no Fefol, chegará em Olímpia no dia 5 de agosto, para a abertura da festa.

 

PERNAMBUCO

 

Grupo de Expressão Popular Flor e Barro, de Caruaru

O Grupo de Expressão Popular Flor e Barro, durante os 13 anos de sua existência, vem divulgando a preservação da cultura de um povo. O significado do nome do grupo está relacionado a elementos da natureza. A flor transmite a beleza, o amor e a sensibilidade da alma feminina. O barro representa a arte da cidade. Em sua apresentação busca mostrar como os antepassados se uniam para vencer as adversidades, suas conquistas e seus amores. Dentre as várias danças nordestinas que representam tudo isso, se destacam: o xote, o xaxado, o baião, a ciranda, o coco, o arrasta-pé e tantas outras que significam o amor, o namoro, as grandes paixões, a graciosidade da mulher, a luta, a alegria e o trabalho árduo do nosso povo. O Flor e Barro é inédito no Fefol e chegará em Olímpia na sexta-feira, dia 4.

 

RIO GRANDE DO NORTE

 

Orquestra Sanfônica Trupé do Sertão, de Major Sales

A Orquestra Sanfônica Trupé do Sertão tem cinco anos e é mantida pela Associação Comunitária Sociocultural de Major Sales, responsável pelo Ponto de Cultura Tear Cultural. O referido projeto vem contribuindo significativamente para o profissionalismo dos sanfoneiros, gerando renda por meio da economia criativa. Além disso, vem preservando, difundindo e fortalecendo a música nordestina do gênero forró, xote e baião tradicional, mais especificamente a música de Luiz Gonzaga, e consequentemente elevando a cultura popular. A orquestra é formada por oito sanfoneiros, um violeiro, um pandeirista, um zabumbeiro e um trianguleiro, com idade entre 12 a 69 anos, que desenvolvem um trabalho de resistência cultural e preservação da música popular brasileira nordestina de qualidade, com foco para o forró pé de serra, xote, xaxado e baião. O grupo é inédito no Festival do Folclore e chega no sábado, dia 5.

 

Caboclos de Rei de Congo do Mestre Bebé, de Major Sales

O Mestre Bebé, como é conhecido por todos na cidade de Major Sales, na região e até no País, vem desenvolvendo ações no meio cultural há vários anos. Sua história está muito ligada ao seu grupo, o Rei de Congo que leva o seu nome.  Trata-se de um grupo de dança tradicional realizada para festejar a Festa de Reis. Possui 35 componentes, entre homens e mulheres. São dançarinos, músicos e artesãos. Já é bastante conhecido do público do Festival e chegam à cidade no sábado, dia 5. 

MARANHÃO

 

Bumba Meu Boi Brilho da Ilha, de São Luís

Nascido em 1992, no bairro do Ipase, o Boi Brilho da Ilha primeiro dançou nos arraiais do Maranhão e depois partiu para brilhar nos palcos do Brasil e do mundo. Vestido nas cores vermelho, laranja, amarelo e preto, o Boi apresenta-se no sotaque de orquestra com um corpo de baile de 80 pessoas e 120 componentes no total. O Brilho da Ilha é um grupo referência no seu sotaque e premiado em festivais internacionais de folclore. Em seu currículo de apresentações, países como: Portugal, Alemanha, Holanda, França, Bélgica, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Áustria, México, além da Itália, onde ganhou dois prêmios inéditos para o Brasil, disputando com 35 nações e sendo recebido por sua santidade, o Papa Bento XVI. O grupo é inédito em Olímpia e será o primeiro a chegar à cidade, no dia 4, sexta-feira à tarde.

 

ALAGOAS

 

Grupo Flor da Serra, de Chã-Preta

O Grupo Flor da Serra trará para Olímpia 45 componentes. Apresentam a dança do Guerreiro, manifestação genuinamente alagoana, uma espécie de “pout-pourri” de todos os folguedos do Estado. Antes, levava o nome de Núcleo Folclórico “Beatriz Vasconcelos”. Depois da morte de sua fundadora, o grupo ficou inativo e a retomada veio este ano, por força da filha, Graça Vasconcelos. Seu idealizador foi “Mestre Pedro”, folclorista, e professor Pedro Teixeira de Vasconcelos, já falecido. Há muitos anos não vem ao Fefol. O grupo chega à cidade no sábado, dia 5, pela manhã.

 

PARÁ

 

Grupo Parafolclórico Frutos do Pará, de Belém

O grupo Parafolclórico Frutos do Pará foi fundado em julho de 1992, a partir de uma conversa entre integrantes do Pássaro Junino Tucano, manifestação folclórica paraense típica da quadra junina, caracterizada por ser um teatro popular. Apresentam em seus shows danças típicas e folclóricas que mostram a diversidade dos costumes de vários municípios paraenses, com suas danças características, como o Lundu e a dança dos Vaqueiros, típicas da Ilha do Marajó. Outra dança que faz parte do repertório do grupo é a Marujada, que se divide em chorado, retumbão, mazurca, valsa, xote, contra-dança e roda. O grupo chega à cidade no sábado, dia 5 de agosto.


Cia de Dança Folclórica Trilhas da Amazônia, de Belém

A Cia de Danças Folclóricas Trilhas da Amazônia foi criada em 2002, por jovens do distrito de Coaraci, em Belém, com o objetivo de divulgar e valorizar a cultura popular da região Amazônica por meio da música e da dança de projeção folclórica. O principal ritmo apresentado por eles é o Carimbó, mas a Cia traz também outras danças tradicionais da região amazônica como o Maçariquinho, o Siriá, a Taieira, a Desfeiteira e a Marujada. O repertório de espetáculos do grupo é focado no cotidiano do caboclo amazônico em suas tradições, mitos e crenças, com destaque para as lendas da região como a do Boto, da Vitória Régia, da Matinta Perera e da Iara. A Cia já participou de vários festivais nacionais e internacionais de folclore, entre eles Olímpia. O grupo chega à cidade no sábado, dia 5.

 

Grupo de Tradições Culturais Xuatê de Carajás, de Parauapebas

O inédito Grupo de Tradições Culturais Xuatê Carajás, da cidade de Parauapebas, foi fundado em 15 de novembro de 2016, com o intuito de fomentar, difundir preservar e divulgar toda beleza da cultura daquele estado. O nome xuatê, na linguagem indígena, tem como significado “maraca ou maracá”, instrumento usado em rituais religiosos. O maraca é tocado com as mãos, agitando ou rodando lentamente, por ser um instrumento idiofone: o próprio corpo que vibra para produzir o som. O grupo tem a proposta de agregar o movimento da cultura regional ao cenário cultural de Parauapebas, resgatando uma identidade cultural ao município e fomentando a expressão artística cultural na região. Se expressa por meio de danças, músicas e cantos, sempre valorizando a cultura regional amazônica. Em sua formação, agregou músicos, pesquisadores, artistas, artesãos e dançarinos. Em 2017, a agremiação busca o reconhecimento nacional, visitando pela primeira vez, o maior Festival do Folclore do País. O grupo chega a Olímpia no domingo, dia 6. 

 

SÃO PAULO

Associação Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi, de Guarujá

A Associação Folclórica Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi de Guarujá tem como objetivo a divulgação e a inclusão dos cidadãos na cultura. O Reisado é de origem portuguesa e instalou-se em Sergipe no período colonial. É uma dança popular onde se festeja a véspera de Natal e o Dia de Reis, no período de 24 de dezembro a 06 de janeiro. A Associação possui dois grupos folclóricos autênticos - Reisado Sergipano e Bumba Meu Boi de Guarujá - e o Reisado Mirim Mestre Zacarias de Matos, os quais têm levado e divulgado o trabalho em todo o Brasil. Foi fundado em 1966 pelo Mestre Zacarias, que junto com a Sra. "Baronesa Esther Karwinsky" (madrinha do Reisado), iniciou seus trabalhos folclóricos na cidade de Guarujá. O Mestre Zacarias de Matos foi brincante desde seus 8 anos, e consagrado a Mestre com 12 anos, herdando de seus tios os ensinamentos desta cultura tão rica em sua cidade natal (São Cristóvão- Sergipe, Povoado Colônia Miranda). O grupo chega em Olímpia no sábado, dia 12.

 

Grupo Fandango de Tamanco Cuitelo, de Ribeirão Grande

O Fandango é de origem espanhola e chegou até a região do Sudoeste Paulista por meio dos Tropeiros, por volta de 1700. Com o passar dos anos, essa dança ganhou grandes traços caipiras tornando-se uma das mais tradicionais manifestações culturais do Caboclo do Campo. No ano de 1964, no Bairro Ferreira dos Matos, zona rural de Capão Bonito e Ribeirão Grande, foi fundado um Grupo de Fandango pelo Sr. Pedro Vilarino Ferreira, conhecido como “Cuitelo”. O Grupo de Fandango, na época, contava inicialmente com 12 integrantes, todos agricultores e moradores dos bairros rurais. Os mesmos aprenderam a dançar com seus pais e avós, mantendo essa tradição a muitas gerações passadas. Hoje, o grupo é formado por 32 integrantes contando com crianças, jovens, adultos e anciãos, em que todos com grande alegria preservam esta bela tradição e compartilham experiências. Em seus 50 anos de atividades, participou de 49 edições do Festival Nacional do Folclore, onde as apresentações sempre foram marcadas por enorme receptividade popular. O grupo chega em Olímpia no sábado, dia 12.

 

União Folclorista São Benedito do Belém, de Taubaté

O Moçambique vale paraibano é a forma mais tipicamente paulista da grande família das congadas. Sua característica marcante é o entrechoque de bastões empunhados pelos dançantes, em diferentes manejos de grande beleza e complexidade. Outra marca inconfundível é o uso de sinos atados abaixo dos joelhos, os paiás, que marcam sonoramente os passos da dança. Em sua maioria devotos do padroeiro São Benedito, os moçambiques saem às ruas por ocasião das festividades ao Santo Preto, nas festas do Divino Espírito Santo e outras. Na cidade de Taubaté, há alguns grupos que mantêm esta tradição viva, como a União Folclorista São Benedito de Belém. Seus integrantes chegam à cidade sábado, dia 12.

 

Congada Terno de Sainha Irmãos Paiva, de Santo Antônio da Alegria

Grupo da região de Ribeirão Preto, retorna ao Festival depois de dois anos de ausência. Esteve todos os anos no Fefol, desde sua primeira edição. Ajudou a fundar o evento em Olímpia e era um dos mais queridos pelo professor José Sant´anna, idealizador da festa. O grupo chega no segundo sábado, dia 12, com 50 integrantes.

 

Grupo Moçambique de São Benedito Azul e Branco, de Guaratinguetá

Moçambique é dança de origem africana de Moçambique, que lhe emprestou o nome. É mais frequentemente dançado em São Paulo, Minas Gerais e Brasil central. Primitivamente, no Brasil, era dança de salão, levada a efeito nas Casas Grandes dos fazendeiros. Com o tempo transformou-se, deixando de ser um bailado puramente africano, para ser uma mistura de várias danças, confundindo-se, às vezes, com a congada e fandangos. Estas festas são, geralmente, batizadas com nomes de santos. Em sua apresentação são vários personagens: o capitão chefe e seu substituto, dois guias, dois tambores, quatro pajens que levam o chapéu de sol do Rei e da Rainha, dois capitães, espadas, coronel e alferes da Bandeira. O Moçambique de Guaratinguetá é um dos mais antigos e conhecidos grupos autênticos do Estado, inclusive muito querido no Festival de Olímpia. Seus integrantes chegam à cidade sábado, dia 12.

 

Grupo Samba Lenço, de Mauá

O Grupo Samba Lenço é um dos mais antigos e mais conhecidos do Festival. Traz na bagagem seu ritmo de origem africana. Caracteriza-se pelo lenço usado como enfeite por homens e mulheres, na devoção a São Benedito. Na dança, os homens enfileiram-se de um lado, as mulheres de outro, passando o lenço para escolher seu par. O enredo das músicas baseia-se em pequenas crônicas de acontecimentos locais. Os instrumentos de percussão utilizados são artesanais, na maioria, como o pandeiro, caixas, bumbo e zabumba, além do chocalho. O grupo chega em Olímpia no sábado, dia 12.

 

Congada Três Colinas, de Franca

A festa de Folias de Reis e Congadas, em Franca, começou em 1960 com os irmãos Catito e Tininho. Foi na Praça Barão, onde se reuniram mais de 30 grupos, inclusive com transmissão ao vivo pela PRB5 emissora de rádio da época. Foi o primeiro encontro deste gênero. Na época, a folia fazia sua festa individualmente, mas os irmãos, que apresentavam um programa de auditório aos domingos, tiveram a ideia de fazer uma festa para reunir vários grupos em uma só apresentação. Como já faziam concursos de violeiros, resolveram também fazer um concurso de Folias de Reis. Vários grupos participaram, entre eles a Congada Três Colinas, uma das mais conhecidas também no Festival do Folclore de Olímpia. Seus integrantes chegam à cidade na tarde de sábado, dia 12.

 

Grupo Folclórico e Religioso Moçambique de São Benedito, de Lorena

O grupo é um exemplo de defesa do patrimônio que é a Cultura Popular. A Congada traz em seu contexto histórico a luta pela abolição da escravidão no Brasil. Ela teve sua origem na época Colonial, durante a segunda metade do século XVII. Grupo conhecido pelo público do Fefol, chega em Olímpia no sábado, dia 12.

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