Cadastro para casas tem fila de até 200 metros

Governo municipal, que não garante atender todos os interessados, diz que Cadastro habitacional será utilizado ‘até por construtoras particulares’

Desde a última quarta-feira, 9, que olimpienses em busca do sonho da casa própria estão enfrentando enormes filas para simplesmente fazer um cadastro prévio de data para posterior atendimento do interessado e aí anotar-se todos os dados e formar uma planilha. Este movimento todo, é bom que fique claro, não se trata de nenhuma inscrição para casas, mais especificamente. Estas, se forem feitas, serão em uma outra ocasião ainda indefinida.

A fila já chegou a alcançar cerca de 200 metros de extensão, iniciando-se na Casa de Cultura e estendendo-se até as proximidades do prédio do Fórum da cidade.

Tanto barulho assim não seria necessário, se os cidadãos fossem melhor orientados sobre que tipo de trabalho realmente está se fazendo, qual seja, apenas um agendamento de data e hora para que cada um seja atendido de forma oficial depois, para preenchimento de papelada. O agendamento seguirá até o dia 25 de maio, para entrega dos documentos.

Tratam-se tanto de moradores da sede quando dos distritos de Ribeiro dos Santos e Baguaçu. Estas pessoas estão se fiando na palavra do Executivo Municipal que lhes está prometendo casa própria, embora ao mesmo tempo admita não haver qualquer previsão, a não ser o projeto da Construtora Pacaembu de fechar um lote com 500 moradias, ainda na região do Quinta da Colina.

Estes cidadãos também não têm a menor ideia de como este processo se dará. No caso das 500 casas da Pacaembu, se vingarem, com certeza o processo obedecerá ao mesmo padrão de negociação dos dois conjuntos já entregues na Zona Leste mais recentemente, ou seja, por financiamento direto, embora intermediado pela construtora.

Neste caso, não haveria a distribuição dos imóveis por sorteio, mas, sim, por adequação financeira. Não se sabe de outros projetos de mais casas originados do Executivo municipal.

Diz o governo municipal que este cadastramento servirá “para levantar o número de novas moradias necessárias para atender os moradores”, bem como para “construir uma base de dados oficial do município, uma vez que a atual gestão não identificou informações anteriores sobre o déficit habitacional”.

Na gestão passada, de Geninho Zuliani (DEM), Olímpia teve construídas, em oito anos, quase 3,2 mil novas moradias.

Mas, o prefeito Fernando Cunha tem uma “novidade”: o cadastro, além de poder ser utilizado por empreendimentos viabilizados pelo Governo Federal, por meio do Minha Casa Minha Vida, e pela CDHU, do Governo do Estado, também poderá ser usado “até por construtoras particulares que já manifestaram interesse em construções de novas habitações na cidade”. Cunha ainda não explicou em que ordem e em que circunstâncias o cadastro poderá ser manipulado por particulares.

E apesar de criar tamanha expectativa junto aos cidadãos, o próprio governo deixa antever que novas moradias em Olímpia, excetuando o projeto já anunciado da Pacaembu, é um sonho ainda distante.  “Dessa forma, teremos condições de buscar novos projetos viáveis para os moradores”, diz apenas. Porém, sem informar a partir de quando, e como.

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