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Política
Secretária diz que prefeito ‘não queria’ intervir
08/03/10
Silvia Storti reforça discurso oficial da tomada ‘obrigatória’
do hospital

Pimenta conversa com o médico Fábio Martinez,
momentos após ter assumido os destinos da Santa Casa
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A secretária
municipal de Saúde, Silvia Forti Storti, disse na tarde de quinta-feira,
após o vice-prefeito tomar posse da Santa Casa de Misericórdia de
Olímpia, que o prefeito Geninho (DEM) “não queria” que as coisas
chegassem a este ponto. Ela reforça o discurso oficial da “obrigatoriedade”
da intervenção no hospital. “Primeiro, gostaria de deixar claro
para todo mundo que uma intervenção não é um bom caminho, só aconteceu
por conta da recomendação do Ministério Público e porque não se
chegou a um acordo (com os médicos). É uma atitude à qual não sou
favorável. A intervenção aconteceu por não ter obtido sucesso nas
negociações”, declarou ao Planeta.
Sobre como enfrentar o problema e saná-lo, ela não deu muitas pistas,
disse apenas que “em relação à Santa Casa já vínhamos trabalhando,
tanto que elaboramos o Pró-Santa Casa, e estamos à disposição para
colaborar em tudo que pudermos”. Storti disse não ter tomado conhecimento
do protocolo dos médicos junto ao processo na Justiça aceitando
a oferta de R$ 50 mil mensais pelos plantões, inicialmente, o que
poria fim ao problema.
“Não tomei conhecimento da informação, o Jurídico também não, tanto
que foi protocolado este ofício (da intervenção) às 17 horas. Não
tínhamos conhecimento deste protocolo”, insistiu. Perguntada sobre
como imagina administrar o hospital que no ano passado registrou
um déficit de quase R$ 600 mil, já que o prefeito vinha se negando
a negociar alegando falta de recursos, Storti respondeu: “Eu não
imagino, o interventor já te respondeu esta pergunta e eu te pediria
que conversasse com ele para ele te dar explicações. O que temos
de falar para deixar a população tranqüila é que vamos fazer todo
o possível para que se restabeleça o mais rapidamente possível toda
esta situação aqui na Santa Casa”.
Quanto ao Hospital do Olho, construído anexo ao hospital e à espera
de credenciamento para funcionar, a secretária disse que “continua
o processo do mesmo modo como sempre foi conduzido. Para se credenciar
é preciso que se delibere para o Conselho de Saúde, o que já foi
feito; no Colegiado de Gestão Regional, o que também já foi feito;
que se encaminhe para São Paulo, para passar por aprovação na ‘Bipartite’,
que é onde estão todos os municípios. O trâmite é o mesmo”, relatou.
Sobre se conheceria outra situação análoga à de Olímpia, de intervenção
ou mesmo do Poder Público tomando conta do hospital, respondeu conhecer
“várias situações”, que os “colegas secretários” sempre colocam.
E pediu à reportagem para pesquisar na internet, “que vai ver outros
municípios que aconteceram, a maioria com sucesso, outros nem tanto.
Não é um caso só de Olímpia, é do Estado. Tem várias cidades que
passaram por isso.” Mas, pelo menos ela garantiu que “sem dúvida
nenhuma”, o nível de atendimento e serviços será mantido no hospital.
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