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Política
Área da Fepasa gera choque de vereador com secretário
05/02/10
Magalhães e Amaury Hernandes bateram boca pela imprensa esta
semana

Magalhães observa a documentação dos
mapas sobre as áreas junto com o engenheiro Edson
Rocha, na manhã de quarta-feira |
O vereador João Magalhães (PMDB) e o secretário de Planejamento,
Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente, Amaury Hernandes, “lavaram
roupa suja” esta semana por meio do rádio, por causa de uma área
pertencente ao espólio da Fepasa, e que ambos, secretário e vereador,
dizem estar trabalhando para que seja revertida ao município, e
assim possibilitar a outorga a seus ocupantes. Magalhães disse que
Hernandes “é mentiroso”, e o secretário devolveu, dizendo que chamá-lo
de mentiroso “é coisa de irresponsável”.
Primeiro, Magalhães fez uso da Tribuna da Câmara, de onde proferiu
um discurso bastante inflamado, na noite de segunda-feira, dia 1º.
No dia seguinte foi à Rádio Menina, quando manteve o tom contra
Hernandes. Visivelmente irritado, o vereador Magalhães disse que
estava ali para “desmentir” a entrevista do secretário, de que ele
seria o único autor da regularização dos terrenos pertencentes à
extinta Ferrovias Paulistas S/A, hoje da União.
“Isso é uma grande mentira. É deslealdade com um agente político
que trabalha pela cidade há muito mais anos do que ele. Passa a
sensação de que o agente público não tem capacidade e, por isso,
copia e se apropria do trabalho alheio”, disse Magalhães à emissora.
Terminada a entrevista, bastante crítica, Hernandes ligou, buscando
seu “direito de resposta”, o que fez na quarta-feira, no mesmo horário.
Magalhães, que na quarta-feira de manhã recebeu o engenheiro da
Inventariança da extinta Rede Ferroviária Federal, Edson Rocha,
relatou que seu trabalho começou em 2006, e só tomou corpo a partir
da audiência que ele e outros vereadores tiveram em Brasília no
ano passado. Ele foi à rádio munido de um calhamaço de documentos,
ofícios, requerimentos e projetos. Exibiu um ofício assinado pelo
prefeito Geninho (DEM), datado de 13 de abril do ano passado, reconhecendo
que ele estava à frente do projeto de obter a cessão destes terrenos
do Boa Esperança, antigo Pedregal, e parte do Jardim Santa Ifigênia,
onde os proprietários de casas não possuem a certidão de propriedade.
Magalhães mostrou ainda, documento assinado pela Superintendência
da Secretaria Regional de Patrimônio da União-SRPU, de 18 de setembro
do ano passado, onde a responsável pelo setor, Evangelina de Almeida
Pinho, afirmava que até aquela data não havia nenhuma solicitação
do município de Olímpia neste sentido. “O que havia lá eram apenas
os documentos do vereador pleiteando essa liberação”, enfatizou
Magalhães.
IRONIAS DE SALATA
Na Câmara, após o discurso de Magalhães, o vereador Salata (PP),
líder do prefeito, fez ironia com as colocações do colega. Primeiro
disse que o peemedebista tinha sido “muito duro” com o secretário
Hernandes, e depois sugeriu que Magalhães estava fazendo aqueles
ataques porque “não teve a felicidade do vereador Guto, e não teve
a oportunidade de ser chamado para o convênio”, referindo-se a uma
viagem que Guto Zanete (PSB) fez a São Paulo com o prefeito Geninho
(DEM) para a assinatura de liberação de uma verba de R$ 80 mil,
reivindicada por ele.
Depois, completou dizendo que Magalhães não foi convidado “talvez
pelo distanciamento que tem com o prefeito”. E quanto às críticas,
disse que “as atitudes e comportamento dele só cabem a ele as responsabilidades.
Eu tenho que defender o secretário”, concluiu.
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